Relatório de Atividades por Haroldo Stein – ATP
O trabalho individual, assim como de cada integrante do grupo, Cia. Atropofágica (ATP) se dá não apenas como de ator/atriz, mas sim também em diferentes frentes de trabalhos coletivos.
Os ensaios da pesquisa de Liberdade em Pindorama – Brasil Colônia, começou com leituras de obras como as de Oswald de Andrade, Mistério Bufo de Maiakovski, Manifesto Comunista de Marx e Engels, Zero de Ignácio de Loyola Brandão, Calabar de Chico Buarque, textos referências como o do Padre José de Anchieta entre outros, que serviram e servem como base da pesquisa.
A leitura dentro do ensaio ocorre de forma que cada ator possua um livro e leia trechos, frases, palavras, expressões um de cada vez de forma não linear e a princípio sem muito significado nesse texto que se forma em conjunto, mas aos poucos, se forma em um discurso único.
A música entra nesse ensaio em dois momentos: o aprendizado da técnica e a construção junto à pesquisa. O aprendizado da técnica é de forma que possamos treinar nossos ouvidos e percepções de ritmo, intensidade e até mesmo corporal, não só individualizado, mas sim de forma coletiva, onde um faz parte do todo. A construção junto à pesquisa acontece livre, entrando como em um “jogo” onde propõe alguma criação cênica performática, ou joga com o que uma performance propõe.
No meio dessa pesquisa, desenvolvo junto de mais dois atores/pesquisadores, Raphael Graciolli e Clayton Lima, coordenado pelo diretor/pesquisador/desbravador Thiago Reis Vasconcelos, o trabalho de registro audiovisual de todos os eventos relacionados a pesquisa do projeto Liberdade em Pindorama, ensaios, compartilhamentos de pesquisa, debates e palestras e também eventos do Espaço Pyndorama da Cia. ATP. Esses registros ficam ao acesso do público através do site da Cia. ATP (www.pyndorama.com)
Os compartilhamentos dessa primeira fase ocorreram com os grupos Patuá, Nosso Grupo de Teatro e Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes, tanto no Pyndorama sede da Cia. ATP. como também em outros lugares como a sede do Dolores na Zona Leste de São Paulo. O compartilhamento se deu através de apresentação de espetáculo, seguido de debate e troca de métodos de trabalho e discussão política teatral social.
Para enriquecer a pesquisa e levantar idéias tivemos a palestra e debate com Iná Camargo da Costa, Chico de Oliveira e Paulo Arantes, o primeiro encontro denominado Diálogos Antropofágicos, no qual desenvolvi a arte do flyer de divulgação do evento.
