Skip to content

1

Relatório de Atividades por Thiago Reis Vasconcelos

24 de setembro : Valendo.

Primeiro passo – encontrar as pessoas núcleosconvidadascompartilhadas.

Falação.

Roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros roteiros

pyndorama – encontros – pyndorama – encontros – papeis – documentos – leituras – sala de ensaio – pyndorama – encontros –  pyndorama – encontros – sala de ensaio – música – música …

Somos navegantes, somos bárbaros no quilombo de Pyndorama.

Começamos a ler.

Começamos a improvisar. Debater.

Descobrir o sentido, um norte. Aparece Caio Prado Jr e diz: Todo povo tem na sua evolução, vista à distancia, um certo “sentido”.

E o que temos nós com isso?

É preciso não viver recolhido sobre si mesmo para enfrentar o oceano. Que venham nossos convidados ocupar o Pyndorama. Compartilhar com outros grupos. Abrir os ensaios. Sair para o espaço público. Parque da Água Branca. Ensaiar e nos deixar ver desde o início.

Abrir o espaço para o público.

Devorar nos encontros de domingo mudando nossa história, vivendo nosso presente e sendo agentes do que virá.

Descobrimos que tudo ainda está por fazer.

Descobrimento: o que nos liga a uma época não só pela chegada dos Portugueses, mas pelos índios que descobriram os portugueses. Devoraram o Bispo Sardinha. O negro descobre outra terra. Dessas descobertas, muitos massacres, muita exploração de Portugal.

O negro vai descobrindo o índio, que descobre o português, que descobre o negro e todos descobertos voltam a ficar nus. E nasce o mestiço.

Uma colônia de desgraças, guerras, descobertas e delícias.

Narrada num canto sem fim.

Primeiramente fomos um país de sobremesa.

O português veio sem a disposição de seu trabalho físico. Veio como empresário. Como dirigente. Como grande proprietário rural.

E para produzir explorou os donos da terra. Escravizou os africanos.

E nossa contradição reside que este fato nos leva a uma sociedade original. Desigual. Até quando?

Nossa origem comporta dois grandes crimes da humanidade: o massacre dos indígenas e das populações africanas.

Mas a resistência apareceu. Em forma de luta. Nos quilombos. Viva Zumbi!

E hoje, vemos ainda o empresário, o dirigente, o grande proprietário rural.

O teatro nos foi trazido da Europa como catequese. Depois como afirmação da civilidade da corte de dom João VI. Seguimos para a exibição da classe.

Mas nós, o teatro de grupo, nunca fomos catequizados. Fizemos foi o carnaval.

A utopia da arte total européia  nos deu a ópera que estamos comendo. Nossa realização é o carnaval. O teatro de grupo. Antropófagos.

Todo resto está por ser dito e construído.

E viva a mão livre.

Leia mais sobre Acompanhe o fomento
1 Comentário Envie um comentário
  1. Raphael Lima
    5/01/2009

    Sinto saudades e sou apaixodando por ti!

Compartilhe suas idéias conosco, comente:

*
*

Nota: Seu email não será publicado.

Free WordPress Themes
Free WordPress Themes
WordPress Themes