Relatório de Atividades por Ruth Melchior – Núcleo ATP
Nossa colonização começou com a associação da cruz e o trono.
Mesmo tendo passado 509 anos ainda sofremos a opressão da cruz e do trono contemporâneo.
Tudo que nos torna “homens de bem” está relacionado aos bens materiais e a uma vida regrada pela lei, a fé e o rei.
Livrar-nos dessas amarras, destruir as algemas colocada pela igreja e o rei onde a mulher serve apenas para apartar os pecados em que os homens vivem.
Mas, afinal onde está a liberdade?
Nossos tupiniquins, tupinambás conheceram essa tão sonhada liberdade?
Puderam amar suas mulheres, celebrar os deuses que acreditavam, governar sem agredir e reprimir aquilo que realmente sentiam e queriam.
Nossa pesquisa permanece cada vez mais dependente de um coletivo literário, dramatúrgico, político no Pindorama em Revista, nossos encontros e discussões sobre como colocar no palco aquilo que nos inquieta diante de uma liberdade artística e política tão ampla.
Buscar no corpo e na voz do ator aquilo que lhe desafia no campo das idéias é o que tem provocado uma ação de prontidão.
Viver e respirar o período colonial só tem me instigado cada vez mais a lutar por um…
PAÍS DO OURO
Todos têm remédio de vida
E nenhum pobre anda pelas portas
A mendigar como nestes reinos
Oswald de Andrade.
