Relatório de Atividades por Thiago Reis Vasconcelos – ATP
Registrorelatomanifestodasegundaetapado
projetoliberdadeempi(y)ndorama
Segundo ato
cia.antropofágica(ATP)- espaçoPYNDORAMA-projeto(y)PY-NÚcleodemuSIca-NÚcleodedramaturgia-pindorAMAemreVISTA- -EXtudosLIterários-depoimentosdoMETRO-ensaiosABERTOS-NÚcleodeestudosdoCORPO-NÚcleosconvidados(RESIDÊNCIA)-
Seguimos descascando o abacaxi da colônia. Primeiro tiramos a coroa.
Batemos o tacape.
Separamos o corpo colonial em grandes postas. Colocamos no moquém…
mas vamos devorá-los hoje.
Colônia vista agora. Esquentamos a história. Devorar.
O que é a liberdade?
Procuramos. Livros. Filmes. Teatro. Música. A poesia existe nos fatos. Vamos para a rua. Metrô Sé. Marcozero. Jornal. Revista. Fatos. A verdade é a mentira muitas vezes repetida.
Repetir.Repetir.Repetir. Repetir. Repetir. Repetir. Repetir. Repetir. Repetir. Repetir.
Repetir.
Multiplicamos, somamos, dividimos, potencializamos, subtraímos.
Buscamos a equação. Na matemática carnavalizada do matriarcado de Pyndorama.
O teatro cientifico + teatro de invenção + teatro histórico + colaboração = 5378938759834759795975975975975975948736355280992731 opções.
O número de opções anima o coro.
A busca da dialética antropofágica.
Estrutura Épica. Pau-Brasil.
Dedicátoria.
Invocação.
Proposiçao.
Narração.
Epilogo. Epilogas. Epiloga. Epilogamos.
Cabral conversando com Hamlet numa sala domingueira ao som de Carmem Miranda.
Ser ou não ser. Tupy or not tupi.
Quilombos em armas. Zumbi or not Zumby.
Carmem Miranda traz na cabeça o abacaxi.
Mas temos MAIAKOVSKI de ANDRADE.
Puros, impuros, conservadores e cremadores.
O coro opressor sentado na mesa. Náufragos. Atolados na mesa de jantar da preburguesia palaciana. Ensinando boas maneiras aos tupinanbás.
Mas somos fortes e vingativos como o jabuti.
O que nós traz a cena é a fome. Somos um bando de esfomeados.
Seguimos devorando.
O paraíso perdido e reencontrado. Distanciamos para ver com olhos livres.
Nossa embarcação é um submarino aladatômico com grandes painéis eletrônicos com redes penduradas com ganchos nas paredes de sapé.
Ao fundo temos um forno a lenha.
Sozinhos temos dois olhos. No coletivo muitos.
Ver com olhos livres elevado à potencia do coletivo.
A história repetida e inúmeros contos de fada.
Aqui,
na terra queremos
viver
nem acima,
nem abaixo
De todos estes pinheiros, casas, estradas, cavalos e ervas.
Enjoaram-nos as gulodices do céu – deixem-nos comer pão à vontade!
Enjoaram-nos as paixões de papel – deixem-nos viver com mulher de verdade!
Lá,
Nos vestiários dos teatros
Lantejoulas, a roupa fulgura
E capas mefistofélicas,
é tudo que se pode achar!
Empenhava-se o alfaiate velho: não para nossa cintura.
Então,
que seja desajeitada
as roupa –
mas nossa.
Agora é nosso o lugar!
Hoje,
sobre a poeira dos teatro,
irrompe nosso rasgo:
“ Tudo de novo”
Pare e fique pasmo!
