Relatório de Atividades por Daniela Leite – Núcleo PY
Trabalha, trabalha, trabalha irmão
Trabalha, trabalha de coração.
Com muito trabalho e dedicação, concluímos Zumbi or not Zumby.
Depois de alguns ensaios abertos e antes da estréia oficial, compartilhamos e experimentamos a sala de aula. Sim… adentramos a escola estadual, afastamos as carteiras, fizemos a roda com as cadeiras e deu-se nossa arena. E foi assim que levamos Zumbi or not Zumby para o território escolar.
Trocamos experiências, conhecimento, renovamos nossa energia e nos preparamos para a estréia. Casa cheia, frio na barriga, medo de errar… mas não o suficiente para nos congelar.
Cantamos, encenamos, jogamos com o público e lá se passaram dois meses: todas as quintas de Abril e Maio.
Mas não terminou por aí.
Relatório de Atividades por Renata Adrianna – Núcleo PY
O espetáculo começa:
Silêncio.
Uma pequena luz indica ao público um lugar para sentar-se, vai surgindo um azul para avisar a todos, quem somos, mas este pára, escuta-se apenas um canto: Evoé.
A dança aquece Nossos corpos. Nossa Senhora dos Cordões.
Chegamos e chegamos para dizer que somos personagens perdidos num teatro.
Estamos agora De cara com o público…
… de cara com a Polícia…
… de cara com Ministro…
… de cara com nós mesmos…
… de cara com nossas utopias…
… dê cara para bater…
Resistimos. Resistimos. Resistimos.
É preciso repetir para si
Resistir, Repetir, Resistir, Resistir, Resistir, Repetir, Resistir…
… Para seguir, avançar.
Relatório de Atividades por Thiago Calixto – Núcleo PY
No prosseguimento das impressões-respostas da mudança ambiental proporcionada ao indivíduo e ao coletivo teatral pelo decorrer do projeto, em que sujeito-objeto cresce, diminui, movimenta assim como ao redor se transforma na dialética entre o sofrimento do parto e a felicidade do ato que não é possível mensurar.
Desde o último relatório, as descrições do convite ATP ao eu sujeito ator, muita coisa mudou entre o passado e o crescente presente, dos feitos e atividades que desafiam humanos no coletivo a lidar com a demo-ácracia na luta paradoxal da via negativa contra a mais valia, e o constante exercício tolerante entendendo a função resultante do trabalho ao espec-ator e do espec-ator ao ator vindo a surgir a consciente dor e do sangue a ser estancado após o fator constatado do espancado.
Maravilhosas atividades foram realizadas com grupos parceiros que muito contribuíram para esse trabalho árduo e verdadeiramente coletivo, desde o preparador camarada Victor de Seixas, dos companheiros músicos até um dia intenso com o Grupo Stouraz, além de amigos e profissionais que assistiram os ensaios abertos e nos brindaram com possibilidades infindáveis.
Relatório de Atividades por Gilberto Alves – Núcleo PY
Da criação à reprodução criativa.
Depois de meses em cartaz, a última fase deste longo processo, depois de termos criado a dramaturgia, os corpos, as vozes, as encenações e os jogos, tem sido de reproduzir o espetáculo criado. Não é, no entanto, mera reprodução, como se fossemos máquinas de uma fábrica da indústria cultural, somos homens e nosso trabalho não é mercadoria, somos criativos, inclusive no ato da reprodução.
A cada dia descobrimos um novo espetáculo. O público garante que o ambiente de interação e encontro, sem os quais o teatro não se faz, seja diferente a cada dia. Este processo dialógico nos apresenta novas contradições: o público “ruim”, que ora parece não entender (aceitar) nossas críticas, ironias e visões sobre a história, nos ensina a (re)fazer a peça de maneira mais clara, objetiva e faz brotar energia de onde menos esperamos e nos surpreendemos do ruim ao bom; o público “bom”, formado geralmente de pessoas mais parecidas conosco, que parece entender cada frase proposta é por vezes ainda mais impiedoso, e nos ensina a ir além das expectativas e tocar nos pontos mais importantes da maneira mais incisiva possível. Ambos têm sido muito generosos o que nos dá muito prazer em construir cada apresentação com as modificações propostas pelos “bons/ruins” e os “ruins/bons” quebrando paredes e preconceitos acerca da receptividade de nosso trabalho.
Relatório de Atividades por Valter Paulini – Núcleo PY
“Evoé nossa senhora dos cordões” é assim que começa o espetáculo, e foi desta maneira que eu escolhi fazer esse breve relato de tudo o que foi o processo inicialmente chamado por todos de “Brasil Colônia” e que estreou no dia 24 de julho com o nome Terror e Miséria no Novo Mundo – Parte I: Estação Paraíso.
“Senhoras, senhores, eu sou um pedaço de personagem perdido no teatro. Sou a moral. Antigamente a moralidade aparecia no fim das fábulas. Hoje ela precisa se destacar no princípio, a fim de que a polícia garanta o espetáculo. Permanecerei fiel aos meus propósitos até o fim da peça. E solidário com a vossa compreensão de classe.”
Foram muitas as madrugadas que passamos acordados e que quase quando o dia já estava amanhecendo surgia uma nova cena, às vezes apenas o rascunho daquilo que após várias outras madrugadas seria uma cena, ou não!
“Somos bárbaros tecnizados no grande blog da mandioca, a raça pura é o delírio de uma Europa nazista destruída em nossas terras pela existência de um povo mestiço. Nunca fomos catequizados fizemos foi o carnaval”.
Relatório de Atividades por Fernanda Pires – Núcleo PY
E chega o momento tão esperado. Zumbi or not Zumby.
Mas antes da estréia, ensaios abertos e muito treino.
Em março começamos nossas apresentações. Apresentar em uma escola do ensino público foi um desafio: sol, calor, chuva, barulho, questionamentos, medos, muito esforço e boa vontade. Tudo isso marcou as nossas apresentações para os alunos da sétima série e do ensino médio da escola Almirante Marques de Tamandaré.
Mas isso não nos impediu de fazer a pergunta que tanto nos inquieta: você se sente livre? O que é a liberdade? As respostas são as mais variadas, levando em consideração a peça densa e complexa que os alunos acabavam de assistir.
Em abril, entramos em cartaz com apresentações de quinta-feira até o mês de maio.
Aprendemos muito. Experiências diversas, boas, ruins, mas todas nos trouxeram o aprendizado.
Mesmo com a temporada de Zumbi or not Zumby encerrada, a relação Núcleo PY e Núcleo ATP aumentou. Encerrar a temporada, não significou o término da colaboração e aprendizado. Participar dos ensaios abertos aumentou cada vez mais a aproximação do “todo”, o que ajudou não só para o crescimento artístico, mas também pessoal.
“Só por Hoje” em cartaz no Pyndorama
Trabalho Teatral Premiado no Programa de Ação Cultural do Governo do Estado em 2008 leva para o palco a co-dependência nas relações humanas
Em cartaz, a partir de 2 de outubro, no Espaço Pyndorama, em São Paulo (SP), a peça “Só por Hoje” retrata situações que envolvem as relações humanas em cenários diversos como jogo, drogas, fanatismo, sexo e amor, que apresentam em comum a dependência e co-dependência.
Dirigida por Christiano Sensi, que também atua como um dos protagonistas, a peça exigiu um amplo trabalho prévio de pesquisa, realizado com apoio dos grupos de Amor-Exigente – entidade frequentada por pais, parentes e amigos de
indivíduos com algum tipo de dependência. “São pessoas que vivenciam uma situação de co-dependência e apresentam determinados padrões de comportamento”, afirma Christiano.
As histórias contadas na peça e todos seus personagens são inspirados em casos reais. Os temas abordados com seriedade não trazem amargura; o talento dos atores leva para a platéia com simplicidade e em alguns momentos até com um pouco de humor, cenas da vida real com as quais muitos vão se identificar. São oito personagens que durante uma hora e meia levam o público a fazer uma reflexão sobre seus valores e posicionamento frente à vida.
Vale a pena conferir! Saiba mais no site da peça: www.soporhojeteatro.com.br
Temporada: 02 de outubro a 18 de dezembro
Apresentações somente às sextas-feiras às 21h30
Ingressos: R$ 20,00 / R$ 10,00 (meia-entrada)
Espaço Cultural Pyndorama – 60 lugares
Rua Turiassú, 481 – Perdizes (próximo ao metrô Barra Funda e ao Parque da Água Branca)
Telefone 11 3871-0373
Mapa e site do local: http://pyndorama.com/mapa.htm
Estacionamento conveniado no local.
Confira a Ficha Técnica.
Todo o nosso apoio a Semana ELT em Alerta e a soberania de seu projeto artístico pedagógico.
No dia 22 de setembro, a Cia. Antropofágica esteve na Escola Livre de Teatro para apoiar a luta pela soberania de seu projeto artístico e pedagógico e foi recebida com muito carinho por essa comunidade que mostra a cada dia sua importância para o Teatro. Essa é a diferença de um projeto onde a comunidade decide seus rumos e suas necessidades.
A cada dia e todo dia… diferente daqueles que querem ser por um dia e viver de lembranças de um tempo fecundo…
- Entra o poema de Brecht
Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis.
Sejamos imprescindíveis.
Viva a ELT!
Saudações Antropofágicas
Leitura Dramática: Os Grumetes
Duas crianças são vendidas por seus pais para a frota de Cabral, mas eles descobrem o verdadeiro plano envolvendo o descobrimento do Brasil e são abandonados numa ilha deserta. Você quer saber o que acontece com esses dois grumetes?
A Cia. Antropofágica convida a todos para assistirem hoje, dia 21 de setembro às 21h, a leitura dramática de “Os Grumetes”. O texto é de Franz Keppler, direção e coordenação de Thiago Reis Vasconcelos com Vinícius Cruz, Rafael Graciole e Fabi Ribeiro, dia 21/09 às 21h.
A leitura dramática faz parte do projeto Liberdade em Pindorama, contemplado pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.
Espaço Cultural Pyndorama
Rua Turiaçu, 481 – Perdizes (próximo ao metrô Barra Funda)
Telefone 11 3871-0373
Estacionamento conveniado no local: R$ 8,00
Terror e Miséria no Novo Mundo – Parte I: Estação Paraíso.
Você ainda não viu o espetáculo da Cia. Antropofágica? Então corra que ainda dá tempo, porque a temporada termina dia 27 de setembro. Isso mesmo… é a última semana em cartaz.
Terror e Miséria no Novo Mundo – Parte I: Estação Paraíso, do projeto Liberdade em Pindorama, é o sétimo espetáculo da Cia. Antropofágica, contemplado pela Lei Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.
Temporada: 24 de julho a 27 de setembro
Apresentações: Sexta, 21h, sábado, 20h e domingo, 19h.
Espaço Cultural Pyndorama – 40 lugares
Rua Turiaçu, 481 – Perdizes (próximo ao metrô Barra Funda)
Telefone 11 3871-0373
Estacionamento conveniado no local: R$ 8,00
Duração: 110 minutos.
Recomendação etária: 16 anos
Ingressos: R$ 5,00 (preço único somente às sextas), R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia) aos sábados e domingos.

