Relatório de Atividades por Haroldo Stein – Núcleo PY
Um longo processo se deu até aqui, um processo que vai além dos noves meses previstos em projeto: sete anos. Sete anos de trabalho, pesquisa sobre a brasilidade. 509 anos de colonização, de exploração, contados, narrados, discutidos, vivenciados em duas horas de um espetáculo musical multimídia antropofágico.
O Projeto “Liberdade em Pindorama” da Cia. Antropofágica, contemplado pelo programa municipal de fomento ao teatro de grupo da cidade de São Paulo chega ao fim em sua totalidade, mas ainda fica a inquietação dos problemas passados, presentes e que serão futuros. Inquietações essas que não queremos calar “…aquele que não sabe de ajuda que cale.”
Essa reta final de projeto foi marcado por muitos ensaios, longas horas de ensaios, uma e as vezes até mais de uma vez por semana com ensaios abertos, realizando uma troca real com o público que muitas vezes deixava de ser público e passava a ser dramaturgo, ator, escritor, pesquisador, pensador, crítico… ser social.
Público esse que foi entrevistado no metrô liberdade, para discutir “Afinal o que é liberdade.” Tudo devidamente registrado em uma câmera de pequeno alcance, baixa qualidade, mas que registrou grandes discussões capazes de proporcionar grandes reflexões de como vivemos hoje, uma realidade que muitas vezes fechamos os olhos e abaixamos a cabeça. Mas não queremos calar “… aquele que não sabe de ajuda que cale.”
Esses últimos messes foram intensos, núcleo de corpo, núcleo de dramaturgia, leituras dramáticas, compartilhamento de pesquisa, Pindorama em Revista, espetáculo Zumbi or not Zumby com o projeto de formação da Cia. Antropofágica, o PY. Espetáculo Terror e miséria no Novo Mundo – Parte I: Estação Paraíso da Cia. Antropofágica. Horas de encontros, debates, estudos, pesquisas, troca, aprendizado no matriarcado de Pyndorama.
Projeto proposto, projeto concluído, projeto acabado e renascido, porque as inquietações ainda permanecem, os problemas de nossa sociedade ainda permanecem. É preciso aliar mais forças, é preciso continuar na luta, é preciso falar “…aquele que não sabe de ajuda que cale”.
