Relatório de Atividades por Valter Paulini – Núcleo PY
“Evoé nossa senhora dos cordões” é assim que começa o espetáculo, e foi desta maneira que eu escolhi fazer esse breve relato de tudo o que foi o processo inicialmente chamado por todos de “Brasil Colônia” e que estreou no dia 24 de julho com o nome Terror e Miséria no Novo Mundo – Parte I: Estação Paraíso.
“Senhoras, senhores, eu sou um pedaço de personagem perdido no teatro. Sou a moral. Antigamente a moralidade aparecia no fim das fábulas. Hoje ela precisa se destacar no princípio, a fim de que a polícia garanta o espetáculo. Permanecerei fiel aos meus propósitos até o fim da peça. E solidário com a vossa compreensão de classe.”
Foram muitas as madrugadas que passamos acordados e que quase quando o dia já estava amanhecendo surgia uma nova cena, às vezes apenas o rascunho daquilo que após várias outras madrugadas seria uma cena, ou não!
“Somos bárbaros tecnizados no grande blog da mandioca, a raça pura é o delírio de uma Europa nazista destruída em nossas terras pela existência de um povo mestiço. Nunca fomos catequizados fizemos foi o carnaval”.
Durante todo o período de ensaio contamos também com a colaboração de várias pessoas como a do professor de mímica corporal Victor de Seixas sempre nos orientando, do responsável pelo núcleo de dramaturgia Rogério Guarapiran, sempre disposto a ler os nossos textos e discutir sobre eles, dos sociólogos Chico de Oliveira e Paulo Arantes que nos ajudaram em tudo que precisamos, dos colaboradores Jobi Spaziani e Sandra Soares, da querida Mei Hua que sempre nos incentivou, do nosso figurinista e amigo Alfredo Correa de Sá que embelezou ainda mais a nossa peça com o seu talento, da Ludimilla que também nos ajudou com o figurino, da Rose, do Luiz, da Dani. Muito obrigado a todos vocês.
“Enjoaram-nos as gulodices do céu, deixe-nos comer pão a vontade,
Enjoaram-nos as paixões de papel, deixem-nos viver com mulher de verdade“.
La La ia La La ia
La La ia La La ia (cantando).
