Reflexões Juninas
“… a organização da narrativa e a natureza da escrita correspondem a projetos dos autores, inevitavelmente atravessados pela história e pelas ideologias.” (Jean Pierre Ryngaert)
DRAMATURGIA. PROBLEMA DE GÊNERO?
Platão é o principal detonador de uma separação de um fenômeno indissociável na arte, principalmente a dramática: os gêneros. Com a Arte Poética de Aristóteles resultou o início de um estudo sistemático, importante via de acesso ao conhecimento das formas, mas controlou o desenvolvimento dramático por séculos.
A busca de uma dramaturgia nova como fonte de retorno aos elementos primitivos, rituais, espirituais do homem e desmistificação do progresso tecnológico, poder de capital e consumo como guias éticos e morais. O domínio da natureza pela cultura científica demonstra uma face sombria de destruição irreparável e dominação sobre o próprio homem em busca do conforto e bem-estar.
CRIAÇÃO COLETIVA. UM PROBLEMA DE MÉTODO?
Promover uma encenação teatral que mobilize um coletivo de agentes e espectadores foi uma necessidade social de múltiplas naturezas em nossa cultura ocidental. Desde as celebrações cíclicas às divindades pagãs na Grécia até o evento espetacular pretexto de fetichização e consumo dos dias de hoje.
Método surge da experiência específica e continuada de cada grupo e as dinâmicas de relações entre seus agentes. Para um coletivo, que pretende estabelecer uma criação participativa de todos envolvidos e questionar as bases de um processo convencional, em que as concepções artísticas partem incondicionalmente das hierarquias totalitárias (mais tradicionalmente texto e direção), são necessárias bases qualitativas, técnicas, de interpretação, nos níveis de atuação, direção, dramaturgia e produção.
Músico e Dramaturgo, integrante do Círculo de Dramaturgia do CPT coordenado por Antunes Filho , colaborador da Trupe Pau-a-Pique e colaborador do núcleo de Dramaturgia do Projeto liberdade em Pyndorama de Cia. Antropofágica contemplada pela Lei Municipal de Fomento ao Teatro para Cidade de São Paulo.
Zôo Cultura
- Por que as antas não fazem teatro?
- Por que os leões não temperam sua comida?
- A casa do João de barro é arquitetura?
- A dança das abelhas é dança contemporânea?
- Por que o canguru luta boxe, mas não joga futebol?
- Por que o circo legal não tem animal, mas trabalhadores que ganham mal? Porque não lança uma nova campanha: Circo legal ninguém ganha mal.
- Se os pássaros cantam tão bem, por que não montam um conjunto de música de câmara?

