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	<title>pyndorama.com &#187; Espetáculos</title>
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	<description>Site da Cia. Antropofágica e do Espaço Cultural Pyndorama</description>
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		<title>Inspirada em Simone de Beauvoir, reestréia Ensaio Para Inverno, de Tony Giusti</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 02:49:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Alves Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Espetáculos]]></category>
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		<category><![CDATA[Simone de Beauvoir]]></category>
		<category><![CDATA[Tony Giusti]]></category>

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		<description><![CDATA[Em curta temporada no Espaço]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_56" class="wp-caption alignleft" style="width: 314px"><img class="size-medium wp-image-56" title="ensaio para inverno" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/mail-300x200.jpg" alt="" width="304" height="200" /><p class="wp-caption-text">Einat Falbel e Eliane Sombrio em cena com o espetáculo Ensaio Para Inverno, de Tony Giusti. Crédito: Lígia Jardim    </p></div>
<p>Em curta temporada no Espaço Pyndorama, peça de Tony Giusti criada a partir do conto A Mulher Desiludida retrata universo feminino.</p>
<p>Livremente inspirada no conto A Mulher Desiludida, da intelectual francesa Simone de Beauvoir, a peça Ensaio Para Inverno, escrita e dirigida por Tony Giusti, cumpre nova temporada entre 24 de outubro e 28 de novembro, no Espaço Pyndorama, sempre às sextas-feiras.</p>
<p>A montagem aborda o universo feminino e reúne no elenco as atrizes Eliane Sombrio e Einat Falbel. Ensaio Para Inverno estreou em julho de 2005 no Teatro Augusta.</p>
<p><span id="more-55"></span></p>
<p>Durante o ano de 2006, realizou apresentações no CEU Aricanduva e participou do Festival de Teatro de Mogi Mirim, no qual recebeu os prêmios de 2º melhor espetáculo; melhor atriz para Einat Falbel e melhor figurino e cenário para Osvaldo Gonçalves, além das indicações de atriz para Eliane Sombrio, direção para Tony Giusti, iluminação para Eduardo Reis e trilha sonora para Lucas Vasconcelos. Em 2007, esteve em cartaz no Teatro Cacilda Becker.</p>
<p>Escrito em 1968, o conto apresenta uma mulher diante da confissão de traição do marido. Na montagem, como no conto, o tema central é a mulher e seu papel dentro da sociedade: a busca por seus valores, a sensação de inadequação, a necessidade de adaptação ao mundo. Após a confissão que abre a peça, Estela &#8211; dona de casa dedicada, mãe zelosa, esposa fiel &#8211; precisa reconstruir suas memórias a partir dessa nova perspectiva e redescobrir sua identidade, que havia sido construída em torno do casamento.</p>
<p>O diretor e dramaturgo Tony Giusti traz a personagem para os dias de hoje. “Ampliamos a discussão, que no conto é um assunto quase particular, trazendo-a para um universo muito mais amplo, a condição feminina e seus atuais questionamentos. Há riscos quando nos propomos a tratar de temas arquetipicamente universais. Propomos-nos a corrê-los. Sem a pretensão de oferecer soluções, mas sim uma possibilidade de discussão”, afirma.</p>
<p>Refletindo a evolução feminina ocorrida nos 40 anos decorridos entre o conto e a peça, a personagem de Noeli, a amante, ganha destaque na montagem. Profissional bem sucedida, ela é o retrato da mulher atual das metrópoles, que, como ela, recusa “o tradicional papel de esposa, mulher, companheira de solidão”. Aquilo que é a essência da vida de uma das personagens é o que falta na outra: Noeli é, assim, o avesso de Estela. Mas o julgamento de valores fica de fora, e não há certo ou errado: também Noeli acaba descobrindo um vazio em sua vida. “São duas mulheres que se entrelaçam e se completam”, afirma a atriz Eliane Sombrio.</p>
<p>A cenografia, de Osvaldo Gonçalves, que também assina os figurinos, é composta por tapetes e telas brancas que, por meio da iluminação de Eduardo Reis, criam efeitos de sombras e cores que pontuam as mudanças de clima da peça. O figurino, em vermelho, simboliza os sentimentos das personagens, e a trilha sonora de Lucas Vasconcelos busca conduzir a platéia à reflexão.</p>
<p>A peça é fruto da pesquisa de linguagem desenvolvida pelo Nosso Grupo Cia. de Teatro, de Tony Giusti, e pela Confraria das Pequenas Mentiras, de Einat Falbel e Eliane Sombrio. A dramaturgia foi elaborada a partir das idéias, sugestões e opiniões das atrizes. As duas se revezam no papel dessas e das outras mulheres da peça: duas amigas e a filha de Estela, solteira e independente. Quanto ao marido, ele é representado apenas por um velho paletó pendurado no mancebo.<br />
Serviço:</p>
<p>Ensaio Para Inverno</p>
<p>Duração: 50 minutos</p>
<p>Recomendação: 14 anos</p>
<p>Gênero: Drama</p>
<p>Temporada de 24 de outubro a 28 de novembro</p>
<p>Sextas-feiras às 21h30</p>
<p>Ingressos: R$ 20</p>
<p>Meia entrada para idosos, estudantes e classe teatral</p>
<p>Capacidade: 60 lugares</p>
<p>Espaço Cultural Pyndorama</p>
<p>Endereço: Rua Turiaçu, 481</p>
<p>Tel. (11) 3871-0373</p>
<p>Não aceita reserva</p>
<p>Bilheteria abre duas horas antes do espetáculo</p>
<p>Estacionamento conveniado no local</p>
<p>Ficha técnica:</p>
<p>ENSAIO PARA INVERNO, de Tony Giusti</p>
<p>Texto (livremente inspirado no conto “A Mulher Desiludida”, de Simone de Beauvoir) – Tony Giusti</p>
<p>Direção – Tony Giusti</p>
<p>Direção Musical &#8211; Lucas Vasconcelos</p>
<p>Produção – Confraria das Pequenas Mentiras e Nosso Grupo de Teatro</p>
<p>Cenografia – Osvaldo Gonçalves</p>
<p>Figurinos – Osvaldo Gonçalves</p>
<p>Iluminação – Eduardo Reis</p>
<p>Assessoria de Imprensa &#8211; Boca de Cena Comunicação</p>
<p>Elenco &#8211; Einat Falbel e Eliane Sombrio</p>
<p>Realização – Confraria das Pequenas Mentiras e Nosso Grupo de Teatro</p>
<p>Tony Giusti</p>
<p>Sérgio Antonio Giusti é ator, dramaturgo e diretor. Em 2001, foi classificado em 2º lugar no Concurso Nacional de Dramaturgia de Textos Inéditos &#8211; Prêmio Paulo Pontes com a peça Arena, publicada pela Editora Universitária da Paraíba e encenada com direção de João Paulo Leão. Em 2002, foi condecorado com a Ordem Sereníssima da Lyra de Bronze pelo conto Os Olhos que não são Meus, em concurso realizado pela SHAN Editores de Porto Alegre. Estreou seu primeiro texto nos palcos em 2002, ao dirigir a primeira produção de teatro adulto do Nosso Grupo Cia. de Teatro, a comédia Elas são Demais!, que permaneceu dez meses em temporada ininterrupta por vários teatros de São Paulo. Em 2003, a convite do Grupo TAPA (contemplado com o projeto Municipal de Fomento ao Teatro), estréia seu primeiro espetáculo infantil: o musical A Alma sem Menino. Bombom, o Lobinho Mau foi o segundo musical infantil que escreveu e dirigiu. Como ator, participou, com o TAPA, das seguintes montagens: Camaradagem, premiada como melhor peça de 2007 pela APCA; Amargo Siciliano, Rumo à Cardiff, As Viúvas, O Telescópio, Ivanov, Moço em Estado de Sítio, A Casa de Orates, Morte e Vida Severina, Rastro Atrás e Vestido de Noiva. Também com o grupo, dirigiu Os Atores de Boa Fé. Atuou ainda em Palhaço de Zero a P, com direção de Marcus V. A. Camargo e trabalhou como assistente de direção em Viagem ao Centro da Terra, dirigida por Rikardo Karman. Atualmente, além de Ensaio para Inverno, dirige outro musical infantil de sua autoria: O Jardim dos Duendes.<br />
Einat Falbel</p>
<p>Atriz, diretora e bailarina, leciona no Teatro Escola Macunaíma, onde é preparadora corporal, professora de interpretação e diretora. Formada pelo Teatro Escola Célia Helena. Licenciada em Educação Artística pela FIAM-FAAM Centro Universitário. Como atriz, suas atuações mais recentes foram nas peças Senhora dos Afogados, direção de Zé Henrique de Paula; O Sol Nasceu para Todos, direção de Vany Alves; Fracasso, direção de Mônica Granndo e Ensaio para Inverno, direção de Tony Giusti, por cuja atuação recebeu o prêmio de melhor atriz em 2006 no Festival de Teatro de Mogi Mirim. Atuou ainda em espetáculos do Grupo Tapa como As Viúvas, direção de Sandra Corveloni e A Casa de Orates, direção de Brian Penido; O Califa da Rua do Sabão, direção de Norival Rizzo; O Telescópio, direção de Zé Carlos Machado; Moço em Estado de Sítio e Vestido de Noiva, ambos com direção de Eduardo Tolentino e Morte e Vida Severina, direção de Silney Siqueira, entre outros; e de peças da Cia do Feijão como Antigo 1850, O ó da Viagem e Movido a Feijão, as três com direção de Pedro Pires. Participou do longa-metragem O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hambúrguer. Dirigiu, na Caixa Econômica Federal, leituras das peças Se correr o bicho pega se ficar o bicho come, de Oduvaldo Viana Filho, e Alta Vigilância, de Jean Genet.<br />
Eliane Sombrio</p>
<p>Atriz e produtora cultural, atuou nos espetáculos infantis Antes que o Feitiço se Espalhe, da Cia Eugenioslávia de Teatro, pelo qual foi indicada ao Prêmio Pananco de Teatro de Melhor Atriz; Bruxas, da Mister Produções; Os Três Mosqueteiros e Peter Pan em uma Aventura no Circo; e dos adultos Viagem até o Viajante, com a Cia dos Viajantes; Hamlet Machine e Dom Casmurro, entre outros. Produziu as peças Parque Indústria, A Hora da Estrela, Era Uma vez&#8230;Jack o Estripador, Bar da Noite e Arrasada, entre outras, e eventos culturais como o 1o Encontro Nacional do Circo Novo, no SESC Belenzinho. Trabalhou durante cinco anos no Teatro Augusta como gerente administrativa e curadora. Atualmente trabalha na Fontes e Realizações produzindo espetáculos teatrais e integra a Cia Confraria das Pequenas Mentiras.</p>
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		<title>Melhor não Incomodá-la, MiniCia</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 16:40:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Alves Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espetáculos]]></category>
		<category><![CDATA[Cortazar]]></category>
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		<description><![CDATA[Para criar o espetáculo &#8220;Melhor]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/foto-am-alta-2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-40" title="foto-am-alta-2" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/foto-am-alta-2-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Para criar o espetáculo &#8220;Melhor não Incomodá-la&#8221;, a MiniCia Teatro partiu do conto &#8220;A Saúde dos Doentes&#8221;, de Júlio Cortazar,  para a construção de uma cena metateatral em que o jogo dos atores diante do público, no tempo presente, é análogo ao jogo ficcional das personagens, em que uma família representa (ou encena) uma nova realidade com o pretexto de preservar sua matriarca (ou a si próprios?) da &#8220;dura e verdadeira realidade&#8221; da morte do filho.</p>
<p><span id="more-39"></span></p>
<p>Na mesma medida em que os atores buscam convencer o público de que são as personagens, estas desejam convencer Mamãe de que Alejandro, o filho morto em um acidente de carro, está viajando a trabalho e não poderá retornar tão cedo. Mas, em ambos os casos, tanto o espectador como Mamãe podem saber que tudo não passa de um jogo.</p>
<p><strong>Sinopse</strong></p>
<p>Alejandro morre em um acidente de carro e seus irmãos e tios não acham conveniente contar a Mamãe, que tem a saúde tão debilitada. Até o Dr. Bonifaz, médico da família, recomenda que lhe poupem da notícia fúnebre. Mesmo Maria Laura, noiva do defunto, após hesitar muito, percebe que a melhor escolha é aceitar que Alejandro está no Brasil, a trabalho, e não poderá voltar tão cedo a Buenos Aires. Essa &#8220;piedosa comédia&#8221; se estende por mais de um ano. Cada qual assume um papel diferente e fundamental na trama. Uma realidade construída com tanta contundência que talvez não possa se findar. Nem mesmo se Mamãe já não lhe desse crédito&#8230; Talvez nem diante da morte de um outro membro da família&#8230; Nem que se findasse a própria razão da comédia.</p>
<p><strong>A MiniCia Teatro</strong></p>
<p>A MiniCia Teatro formou-se em 2004, quando seis alunos do curso de graduação em Artes Cênicas da Unicamp juntaram-se para a montagem do espetáculo de formatura. Seis Personagens à Procura de um Ator, baseado no texto de Luigi Pirandello, Seis Personagens à Procura de um Autor, configurou-se no primeiro trabalho do grupo.</p>
<p>Com direção dos artistas e professores Verônica Fabrini e Marcelo Lazzaratto, o espetáculo estreou no Depto. de Artes Cênicas da Unicamp, em Dezembro de 2004; participou do Fringe, no Festival de Curitiba, em 2005 e, neste mesmo ano, apresentou-se no Espaço Contraponto em São Paulo, fazendo parte da programação da Semana MiniCia Teatro, que reuniu mais três trabalhos, em processo, realizados pelo grupo.</p>
<p>Na sua atual configuração, a MiniCia Teatro é integrada por artistas das mais diversas formações (teatro, cinema, arquitetura, educação artística) que trabalham juntos ao redor de um projeto artístico bastante diversificado, que vem ganhando identidade pela investigação continuada da linguagem teatral a partir de temas recorrentes: o teatro épico e o teatro dramático, interpretação e representação no trabalho do ator; as noções de realidade e verdade e as articulações da linguagem teatral ao abordar tais conceitos.</p>
<p>Em 2006 a Cia estreou, no Teatro Humboldt, em São Paulo, o espetáculo infantil Abaixo das Canelas, com dramaturgia e direção de Giuliano Tierno, baseado na obra homônima de Eva Furnari. A Peça concorreu ao Prêmio Coca-Cola de melhor figurino e, em 2007, viajou pelo interior de São Paulo, com apoio do PAC 21, edital de circulação de espetáculos da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, lançado em 2006.</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong></p>
<p>Direção:<br />
Giuliano Tierno</p>
<p>Dramaturgia:<br />
Rui Calvo</p>
<p>Elenco:<br />
Bruno Cordeiro,<br />
Flávio Rodrigo,<br />
Francisco Wagner,<br />
Heidi Monezzi,<br />
Lucélia Machiaveli,<br />
Luisa Helene,<br />
Mariza Junqueira e<br />
Vanessa Medeiros</p>
<p>Estudos da Linguagem:<br />
Luisa Helene</p>
<p>Estudos de Dança:<br />
Natália Mendonça</p>
<p>Figurino e Cenário:<br />
Mira Andrade</p>
<p>Iluminação:<br />
Flávio Rodrigo</p>
<p>Direção Musical:<br />
Tibério César</p>
<p>Fotos:<br />
Dudu Antunes</p>
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p>Melhor não Incomodá-la.<br />
Direção: Giuliano Tierno.<br />
Com MiniCia Teatro.<br />
Duração: 80 minutos<br />
Datas: de 06 a 27 de novembro de 2008<br />
Horários: Quintas-feiras, às 21h30<br />
Local: Espaço Cultural Pyndorama<br />
Endereço: Rua Turiaçu, 481, Perdizes<br />
Ingressos: R$ 20,00 (meia-entrada para estudantes, idosos e classe artística)<br />
Informações: (11) 3871 0373<br />
Blog do grupo: miniciateatro.blogspot.com</p>
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		<title>Voz de Brecht ecoa em montagem de A Serpente, de Nelson Rodrigues</title>
		<link>http://pyndorama.com/2008/11/voz-de-brecht-ecoa-em-montagem-de-a-serpente-de-nelson-rodrigues/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 15:57:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Alves Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espetáculos]]></category>
		<category><![CDATA[ATP]]></category>
		<category><![CDATA[nelson rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[oswald de andrade]]></category>
		<category><![CDATA[thiago reis vasconcelos]]></category>

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		<description><![CDATA[Com direção de Thiago Reis]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/serpente008.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-21" title="serpente008" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/serpente008-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a>Com direção de Thiago Reis Vasconcelos, peça da Cia. Antropofágica estréia dia 27 e celebra os 30 anos do texto.</p>
<p>Recorrente em suas montagens desde O Vestido de Noiva, o tema de duas irmãs disputando o amor do mesmo homem se repete no último texto escrito por ele. É a primeira vez, no entanto, que essa rivalidade é explorada em toda potencialidade, tornando-se o cerne da peça, seu fio condutor. Essa obsessão de Nelson, a obsessão com o sexo, a obsessão com a morte – está tudo ali.</p>
<p><span id="more-20"></span></p>
<p>Em um mesmo apartamento presenteado pelo pai, duas irmãs vivem com seus maridos em quartos contíguos. Tendo celebrado seu casamento no mesmo dia em que a irmã, Lígia vê sua relação se desfazer logo na primeira cena da peça, com Décio, seu marido, indo embora de casa sem nunca ter sido capaz de consumar o casamento. Virgem após um ano de casada, abandonada pelo marido, ela entra em desespero e ameaça se jogar pela janela. É Guida, a irmã, quem evita o salto oferecendo à Lígia uma noite com seu marido, Paulo.</p>
<p>Se por “supremo sacrifício, generosidade, homossexualismo por procuração, desejo de provar-se superior ou apaziguamento de culpas antigas” – nas palavras do crítico Sábato Magaldi, isso não é explicitado pelo autor. O fato é que toda a ação se desencadeia após essa noite, desembocando no final trágico que justifica sua inserção entre as chamadas “tragédias cariocas” de Nelson. Sendo a última delas, porém, é natural que as dimensões míticas e psicológicas de todo o universo de sua obra também estejam refletidas ali.</p>
<p>A opção pela linguagem não-realista da peça partiu da proposta de concisão de Nelson e da idéia de síntese desenvolvida pelo modernista Oswald de Andrade – que é o núcleo da pesquisa desenvolvida pela Cia. Antropofágica. A quebra da ilusão que norteia o trabalho do dramaturgo alemão Bertolt Brecht é também o norte dessa montagem, que já traz essa quebra no próprio texto, na forma de monólogos que refletem o pensamento do personagem – recurso usado por Nelson unicamente nessa peça. “A quebra de ilusão tem a função de criar um distanciamento crítico”, explica o diretor Thiago Reis Vasconcelos, “e de todas as peças de Nelson essa é a que melhor cabe nessa proposta”.</p>
<p>Remetendo aos roteiros de cinema, riscos no chão delimitam os cômodos do apartamento – ao estilo de Dogville, filme de Lars Von Trier. Colaborando para explicitar que aquilo a se desenrolar no palco é criação, e não realidade, bonecos são usados como extensão dos atores e o próprio Nelson Rodrigues aparece em cena, ora circulando entre os personagens que sua imaginação manipula, ora sentado à escrivaninha batendo à máquina de escrever.</p>
<h4>Entrada: R$ 20,00<br />
Temporada de 27 de setembro a 30 de novembro<br />
Sábados às 20h e domingos às 19h</h4>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
A Serpente<br />
Duração: 50 minutos<br />
Recomendação: 14 anos<br />
Gênero: Tragédia Carioca<br />
Temporada de 27 de setembro a 30 de novembro<br />
Sábados às 20h e domingos às 19h<br />
Ingressos: R$ 20, aceita cheque<br />
Meia entrada para idosos, estudantes e classe teatral<br />
Capacidade: 60 lugares<br />
Espaço Cultural Pyndorama<br />
Endereço: Rua Turiaçu, 481<br />
Tel. (11) 3871-0373<br />
Não aceita reserva<br />
Bilheteria abre duas horas antes do espetáculo<br />
Estacionamento conveniado no local</p>
<p><strong>Ficha técnica:</strong><br />
A SERPENTE, de Nelson Rodrigues<br />
Direção – Thiago Reis Vasconcelos<br />
Assistente de Direção – Renata Adrianna<br />
Direção Musical &#8211; Thiago Reis Vasconcelos<br />
Trilha Sonora &#8211; Vinicius Cruz<br />
Produção – Bia Kobal e Vivi Terci<br />
Cenografia – Thiago Reis Vasconcelos<br />
Figurinos &#8211; Alfredo Jorge Corrêa de Sá<br />
Iluminação &#8211; Renata Adrianna<br />
Assessoria de Imprensa: Boca de Cena Comunicação<br />
Elenco: Bia Kobal (Guida), Danilo Santos (Décio), Ruth Melchior (A Crioula e Nelson Rodrigues), Vinicius Cruz (O Analista e Paulo) e Vivi Terci (Lígia)<br />
Realização – Cia. Antropofágica</p>
<h4><a href="http://bocadecenacomunicacao.com.br/serpente/index.html">Mais informações: Boca de Cena Comunicação</a></h4>
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