Terror e Miséria no Novo Mundo – Parte I: Estação Paraíso
Essa é a última semana em cartaz de Terror e Miséria no Novo Mundo – Parte I: Estação Paraíso. Por isso, se você ainda não viu, aproveite!!!
Terror e Miséria no Novo Mundo – Parte I: Estação Paraíso, do projeto Liberdade em Pindorama, é o sétimo espetáculo da Cia. Antropofágica, contemplado pela Lei Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.
Temporada: 14 de novembro a 13 de dezembro
Apresentações: sábado, 20h e domingo, 19h.
Espaço Cultural Pyndorama – 40 lugares
Rua Turiaçu, 481 – Perdizes (próximo ao metrô Barra Funda)
Telefone 11 3871-0373
Estacionamento conveniado no local: R$ 8,00
Duração: 110 minutos.
Recomendação etária: 16 anos
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Cia. Antropofágica reestreia no Pyndorama.
A Cia. Antropofágica reestreia no dia 14 de novembro o espetáculo Terror e Miséria no Novo Mundo – Parte I: Estação Paraíso. Você ainda não viu? Então aproveite a reestreia.
Terror e Miséria no Novo Mundo – Parte I: Estação Paraíso, do projeto Liberdade em Pindorama, é o sétimo espetáculo da Cia. Antropofágica, contemplado pela Lei Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.
Temporada: 14 de novembro a 13 de dezembro
Apresentações: sábado, 21h e domingo, 19h.
Espaço Cultural Pyndorama – 40 lugares
Rua Turiaçu, 481 – Perdizes (próximo ao metrô Barra Funda)
Telefone 11 3871-0373
Estacionamento conveniado no local: R$ 8,00
Duração: 110 minutos.
Recomendação etária: 16 anos
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).
Relatório de Atividades por Thiago Reis Vasconcelos – ATP
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De Pindorama ao Pyndorama
Contar a colônia como atores de nosso tempo
Abertos para o futuro sem se apegar a nenhum passado de amarras
Chegamos a espinafração contra a farsa das “determinações” coloniais
Temporada: momento de devorar e ser devorado
Relatório de Atividades por Alessandra Queiroz – Núcleo ATP
Seguimos descascando o abacaxi da colônia.
Cia. Antropofágica.
Organizar o corpo, o pensamento, o fazer artístico e social; tudo unido. Somos um só numa coisa só.
A palavra transforma-se em cena = dramaturgia.
O corpo em cena = ação.
A voz como canção = a música.
Ensaios… ensaios… ensaios… ensaios…
ensaios… ensaios… ensaios… ensaios… ensaios…
Boletyns Antropofágicos, o que fazemos e como fazemos.
Devoro e sou devorada na sala de ensaio = ensaios abertos.
A colônia discutida agora: o passado confunde-se no presente, então penso “o que será do nosso futuro?”
O velho experiente alfaiate costura nossas vestes, eu costuro minha veste, a sala de ensaio transformada em ateliê de costura.
O portal é erguido, o “Faz Tudo Nosso de Cada Dia” ergue a “casa” que será nossa moradia nos próximos meses… a casa que tem sempre a “porta” aberta para que nossos visitantes (espectador) possam entrar para apreciar, degustar e compartilhar do abacaxi colonial que colocamos em postas.
Relatório de Atividades por Ruth Melchior – Núcleo ATP
“Ser radical é agarrar as coisas pela raiz, e a raiz para o homem é o próprio homem.” Karl Marx
Essa busca de agarrar a própria raiz me deu a total liberdade de encontrar um meio de luta pelo meu povo, pela minha história perdida em livros didáticos que escondem a verdade e mostram apenas a história burguesa de uma raiz que não me pertence.
Encontrando uma forma dentro da nossa dramaturgia antropofágica pude expressar na finalização nesses nove meses de pesquisa e vivência intensa aquilo que me motiva todos os dias que não é apenas o fazer teatral e sim a militânciantropofágicateatral.
Revisitando Macunaíma a luta de um povo brasileiro que hoje tímido e massacrado pelo capital só me motiva cada vez mais a continuar as nossas discussões no Pindorama em Revista que muitas vezes sem finalizar o assunto permanece latente no pensamento e no corpo.
Relatório de Atividades por Haroldo Stein – Núcleo PY
Um longo processo se deu até aqui, um processo que vai além dos noves meses previstos em projeto: sete anos. Sete anos de trabalho, pesquisa sobre a brasilidade. 509 anos de colonização, de exploração, contados, narrados, discutidos, vivenciados em duas horas de um espetáculo musical multimídia antropofágico.
O Projeto “Liberdade em Pindorama” da Cia. Antropofágica, contemplado pelo programa municipal de fomento ao teatro de grupo da cidade de São Paulo chega ao fim em sua totalidade, mas ainda fica a inquietação dos problemas passados, presentes e que serão futuros. Inquietações essas que não queremos calar “…aquele que não sabe de ajuda que cale.”
Essa reta final de projeto foi marcado por muitos ensaios, longas horas de ensaios, uma e as vezes até mais de uma vez por semana com ensaios abertos, realizando uma troca real com o público que muitas vezes deixava de ser público e passava a ser dramaturgo, ator, escritor, pesquisador, pensador, crítico… ser social.
Relatório de Atividades por Martha Guijarro – Núcleo ATP
Nove meses de gestação ou será sete anos? Eis que nasce o filho tão esperado desse coletivo Terror e Miséria no Novo Mundo – Parte I: Estação Paraíso, assim o batizamos.
Gestação dolorosa. Gestação prazerosa.
Horas de pindoramas em revistas, leituras dramáticas, depoimentos no metrô. Mímica corporal, núcleo de dramaturgia, palestras com Oliveira e Arantes… Ensaios, ensaios, ensaios… Livros, pesquisas, filmes, músicas, desenhos, discussões, assembléias, sono, fome, sede, cansaço, madrugadas, ansiedades, expectativas, friozinho na barriga…
Costura aqui, cola ali, recorta lá que sai a roupinha do nenê.
Sonhos… antenados com o mundo interior e exterior.
O embrião vira feto e desse afeto se torna esse bebê que pede pra nascer. Eis o parto.
Dia 24-07-09 de uma sexta-feira. Às 21 horas. É leonino!!!!
Estamos no Paraíso.
Trabalho de nove meses.
Trabalho de sete anos.
Trabalho de todos
Em trabalho de parto.
Parte I. Início dessa jornada, desse filho que só está no começo da sua trajetória.
Parabéns a todos por esses meses, por esses anos.
Evoé Dionísio!
Relatório de Atividades por Rafael Gracioli – Núcleo ATP
Passaram-se mais cinco meses e aconteceram muitas coisas novas, mais depoimentos do metrô, mais um “Diálogos Antropofágicos”, também teve as polêmicas Leituras Dramáticas, compartilhamento de pesquisa com o Grupo Stouraz, sem contar os trabalhos que já vinham acontecendo: Núcleo do Corpo do Ator, Estudos Literários, Núcleo de Dramaturgia e os ensaios abertos do espetáculo Terror e Miséria no Novo Mundo - Parte I: Estação Paraíso e finalmente, os dois meses de temporada do espetáculo.
Mesmo com a peça em cartaz, o trabalho continua. O Núcleo do Corpo do Ator foca-se exclusivamente nas cenas coreografadas, buscando dos quatorze atores movimentos limpos e precisos e por uma unidade. Nos Estudos Literários, discute-se o que a cena pronta quer dizer. O Núcleo de Dramaturgia traz resultados no texto que é uma criação coletiva.
Relatório de Atividades – Núcleo de Música
O núcleo de música juntamente com o Núcleo PY estreou o Espetáculo Zumbi or not Zumby no dia 09 de Abril. A trilha do espetáculo foi baseada em releitura das canções originais, e a performance ao vivo foi realizada pelos músicos Bruno Miotto, Bruno Mota e o diretor musical Lucas Vasconcelos. O espetáculo ficou em cartaz durante dois meses, sendo que ocorreram apresentações no Espaço Cultural Pyndorama, e na EMEF Cel. Mário Rangel.
Dentro desse contexto recebemos a visita de músico/historiador dramaturgo Romário Borelli, que participou da montagem do espetáculo Arena Conta Zumbi, do Arena. Nesse encontro apresentamos trechos do espetáculo, que foram seguidos por um debate entre o grupo, o músico e o público presente.
Contamos nessa terceira etapa com mais dois encontros com as preparadoras vocais Gabriela Vasconcelos que já havia nos auxiliado anteriormente, e Elaine Guimarães que realizou uma oficina de voz.
Relatório de Atividades por Flávia Ulhôa – Atriz Convidada
E assim seguimos nosso caminho, por estas rotas cheias de surpresas e descobertas. Topamos com Zumby. Primeiramente em Pyndorama, e tamanha era a força, que invadiu as escolas. Ah, as escolas! Os Alunos, professores e quem mais por aquele pátio estivesse, estarrecidos, curiosos, tímidos, com olhos devoradores. Ao final, aplausos e logo em seguida, o debate, um bate-papo, ali mesmo, no pátio, onde todas as curiosidades foram sendo expostas e, pouco a pouco, as mais belas e sensíveis impressões sendo reveladas.
O caminho era longo, estrada de terra, e o primeiro portão. Um muro alto, muito alto que se findava com uma espécie de caracol de arame farpado. Atravessemos o muro, mais portões. Documentos deixados, e a revista foi feita. Demos mais alguns passos, e mais portões. Ali alguns funcionários aguardavam ansiosos. Era Zumby na Fundação Casa. Passados mais portões e encontramos os meninos, curiosos, atentos e prontos para nos receber. E mais uma vez o debate foi feito. A liberdade discutida e muito bem compreendida. Junto vieram as histórias, o caderno de poesias, o livro sendo escrito, os sonhos e planos. Saímos de lá deixando muito de nós e levando muito mais.

