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	<title>pyndorama.com &#187; Macário</title>
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	<description>Site da Cia. Antropofágica e do Espaço Cultural Pyndorama</description>
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		<title>Debate sobre Antropofagia no Teatro Coletivo Fábrica</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 04:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Reis Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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		<description><![CDATA[Um espectro ronda a Humanidade:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/images.jpg"></a><a href="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/antropofagia2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-105" title="antropofagia2" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/antropofagia2-300x255.jpg" alt="" width="300" height="255" /></a>Um espectro ronda a Humanidade: A Antropofagia</p>
<p><em>As dentições antropofágicas e seus desdobramentos artístico-sociais</em></p>
<p>O encontro proposto pela Cia. Antropofágica debate a antropofagia como princípio criador, tendo a devoração como anti-método de apreensão do mundo.</p>
<p>No ano em que se completa 80 anos do Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade, a Cia. Antropofágica propõe compartilhar sua pesquisa de seis anos da antropofagia nos processos do grupo, partindo da abrangência histórica da antropofagia como movimento complexo e contraditório e sua importância na cultura brasileira.</p>
<p><strong>Com:</strong> Cia. Antropofágica, Antonio Macário de Moura e Thiago Reis Vasconcelos.<br />
<strong>Local:</strong> Teatro Coletivo &#8211; Rua da Consolação, 1623 &#8211; Telefone 11 3255-5922<br />
<strong>Quando:</strong> segunda-feira 24 de novembro do ano 454 da deglutição do Bispo Sardinha em São Paulo de Piratininga<br />
<strong>Horário:</strong> 20h</p>
<p>Leia o texto de Antonio Macário de Moura referente ao debate</p>
<p style="TEXT-ALIGN: left"><span id="more-78"></span><strong>A perenidade da obra de arte</strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: right">Antonio Macário de Moura</p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: &quot;Lucida Sans Unicode&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">De imediato podemos afirmar que análises e discussões estéticas no âmbito do materialismo devem partir do pressuposto de que se tratando de obra de arte sua forma e conteúdo se interpenetram, forma um todo histórico-social humanamente tão vigoroso que nem mesmo as barreiras do tempo e do espaço retém sua influência expansiva diante da qual a intenção e o posicionamento ideológico do seu arquiteto só conta como estrutura psicológica e conduta prática no trato com as adversidades que tem diante de si. Isso se deve ao fato de o artista enquanto singularidade engastada na particularidade, captar idealmente as leis universais da matéria, esculpindo-a de forma a pôr em relevo precisão conceitual e originalidade criadora.</span></p>
<p style="TEXT-ALIGN: left"><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: &quot;Lucida Sans Unicode&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">De acordo com Lukács “A ruptura do materialismo com a filosofia idealista se revela precisamente nisto: em estabelecer firmemente a prioridade da realidade objetiva comum”. Isso porque, continua o filósofo húngaro “No interior da comunidade de conteúdo e forma, são também comuns as categorias de singularidade, particularidade e universalidade”. A propositura lukácsiana é uma crítica aos traços idealistas subjetivos presentes na obra de Simmel que ao priorizar essa ou “aquela atitude em face da realidade, cria ‘mundos’ especialíssimos isolados um do outro.”</span></p>
<p style="TEXT-ALIGN: left"><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: &quot;Lucida Sans Unicode&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Como forma de ser, em Lukács as categorias se estabelecem hierarquicamente de maneira que a particularidade é necessariamente a mediação entre o singular e a universalidade, principalmente em se tratando de reflexo estético que não é “mecânico” e tão pouco “fotográfico”, mas antes de tudo, atividade consciente no manejo do conjunto de problemas e questões recorrentes ao desenvolvimento das forças produtivas captadas pelo esforço estético com tamanha precisão que “A particularidade é sob tal forma fixada que não mais pode ser superada: sobre ela se funda o mundo formal das obras de arte”.</span></p>
<p style="TEXT-ALIGN: left"><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: &quot;Lucida Sans Unicode&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Ao tempo que a singularidade e a universalidade se expandem continuamente, a particularidade “fixa em cada oportunidade um grau de desenvolvimento da humanidade para a consciência humana” de maneira que a validade da obra de arte mantém-se, ainda “que todos os seus elementos estruturais, em seus aspectos formais e na técnica artística, já tenham há muito tempo sido superados no curso da evolução”. O revolucionário húngaro afirma sem rodeios “Toda obra de valor discute intensamente a totalidade dos grandes problemas de sua época: tão somente nos períodos de decadência estas questões são evitadas”, ganhando destaque a “Teoria e a práxis da decadência (que) sublinham sempre a singularidade, que se torna um fetiche como unicidade, irrepetibilidade, indissolubilidade, etc.”</span></p>
<p style="TEXT-ALIGN: left"><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: &quot;Lucida Sans Unicode&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Entendemos que é a partir desse referencial teórico que se pode abordar com alguma propriedade o eclético Movimento Antropofágico e a polêmica figura de Oswald de Andrade &#8211; intelectual rebelde de vida nababesca e escandalosa para os padrões morais e políticos de sua classe social e época, teoricamente cosmopolita &#8211; Oswald inquiria esteticamente a realidade nacional do interior mesmo da autocracia burguesa cristalizada na dinâmica subordinante do capital metropolitano, herança histórica marcante, fragilizadora da burguesia, seu lento, retardatário e por isso mesmo tímido processo industrial-civilizatório.</span></p>
<p style="TEXT-ALIGN: left"><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: &quot;Lucida Sans Unicode&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Todo movimento revolucionário do início do século XX no Brasil, por conta da ausência de pesquisas detalhadas acerca de nossa particular formação sócio, econômica e política, em maior ou menor medida acabava por absorver lineamentos teórico-práticos alóctones enquanto se batia contra uma cultura autocrática particularizadora com ritmo e dinâmica própria que se alguma semelhança guardava (e guarda) com as vias clássicas e tardias de efetivação capitalista inspiradoras, confirma-se pela presença de um aparelho estatal vigilante e repressivo de todo e qualquer movimento organizado que atentasse contra a autocracia reinante, suas teorizações claramente transpassadas inspiradas por ideais político-filosóficos reacionários.</span></p>
<p style="TEXT-ALIGN: left"><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: &quot;Lucida Sans Unicode&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Visto e analisado por esses prismas é perfeitamente compreensível, a nosso ver, as não poucas dubiedades e conflitos presentes no eclético Movimento Antropofágico principalmente no Manifesto Oswaldiano – que devido ao imediatismo limitador dessas observações não permite explorá-las mais detidamente – ao procurar apreender político e esteticamente a realidade nacional, na sua particularidade inserida no processo civilizatório ocidental que sem as transformações e modalidade de domínio imposto a periferia sistêmica, segundo a antropofagia como universalidade, se quer os direitos humanos, do homem e do cidadão existiriam, fato também constatado pelos clássicos marxistas e weberianos.</span></p>
<p style="TEXT-ALIGN: left"><span style="font-size: 10pt; color: #000000; font-family: &quot;Lucida Sans Unicode&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">A importância da obra e militância de Oswald de Andrade reside exatamente em demarcar a particularidade brasileira do final do século XIX, décadas seguintes como realidade movente e movida no cerne da universalidade civilizatória trançada por relações sócio-culturais próprias da barbárie.</span></p>
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