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	<title>pyndorama.com &#187; Palestina</title>
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		<title>Somos todos palestinos aqui em Pyndorama &#8211; por Mei Hua</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 01:37:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Poema palestino. Na Faixa de]]></description>
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<p><em>A dor que não cabe na fala, na vala, no peito de mãe.*</em></p>
<p>Pela pouca humanidade que nos resta, povos de todo mundo, uni-vos. Somos todos palestinos na agonia dos destroços. Palestinos de todo mundo, uni-vos. Contra o terrorismo histórico do dominante sobre o dominado. Terrorismo legitimado, que autoriza o massacre de crianças e populações inteiras sob o pretexto de conter o inimigo. Que inimigo é esse? As famílias? As escolas? A universidade? As crianças? Uma terra prometida a muitos, lendária, onde o sangue ferve, inflama, retumba, escoa misturando-se ao ouro negro, tingindo de ódio a mente e a alma, reverberando por gerações e gerações. Ódio entranhado. Se a vida é murada, se o povo é massacrado, se a família foi dizimada, quem não revidaria? Somos todos palestinos. No front, lavagem cerebral. E os dirigentes das superpotências? E a ONU? E o raio que o parta? O mineiro só é solidário no câncer, os dirigentes nem isso. Co-var-des. O boicote que deveria ser geral mediante tamanho neo-holocausto é pontual, isolado, revelando a face aterrorizante do imperialismo, da conivência, da omissão de quem poderia e deveria impedir tantas atrocidades. Descrença. Desgraça. Desgraçados. E por falar em holocausto, quanta ironia. Os homens se corrompem. Nazismo, sionismo, sinônimos. A dor que não cabe na fala, na vala, no peito de mãe. Somos todos palestinos. Nas favelas, nas periferias, onde se mata e se morre mais que em guerras civis, a violência está arraigada na origem da dominação e da exploração, matando p-a-u-l-a-t-i-n-a-m-e-n-t-e. Nada é feito. Negros, índios, latino-americanos. Vítimas. Somos todos palestinos. Somos todos palestinos. Somos todos palestinos. Que Alá nos ajude.</p>
<p><span id="more-406"></span></p>
<p>Resistência não é terrorismo. Resistência não é terrorismo. Resistência não é terrorismo. Resistência não é terrorismo. Especialmente no genocídio, resistência não é terrorismo.</p>
<p>A mentira contada pela grande mídia, para muitos passa despercebida. Um comentário aqui, uma foto ali. A morte provocada por canalhas e pela organização sistemática do capital passa despercebida. A covardia incomensurável passa despercebida. Mas o extermínio não passa despercebido, escapa às distorções e à manipulação de fatos, está estampado, vazando, vergonhoso. Quem exporia um filho morto nos braços se não fosse para pedir clemência, numa tentativa desesperada de impedir os ataques? Para a sociedade do espetáculo, mais um circo do horror que procura esconder os vestígios e rastros dos verdadeiros culpados. E o genocídio continua, incessante, incessante, incessante. Permanente, latente. Nossa preocupação não pode resumir-se a discursos. Nós que estamos tão distantes, tão aparentemente e equivocadamente seguros. Trata-se de humanidade. Se um homem não é livre, nenhum é.</p>
<p>Palestina, Pyndorama, essa é a liberdade que temos. Inexistente.</p>
<p>Terror e miséria na Palestina. Brecht certamente permitiria a expressão.</p>
<p>Diante das cenas estarrecedoras que chegam do cenário do massacre, temos quase a certeza de que não há solução, uma descrença apática nos invade. Impotência. Mas lutar é preciso, mesmo não sabendo se viver é preciso. Ainda que apenas com palavras, com gestos, manifestações, atos públicos, demonstrações solidárias, deixemos claro o nosso repúdio. Repúdio esse não à religião, à cultura e ao povo judaico. Repúdio aos assassinos que falam em nome de uma nação. Repúdio aos calhordas que permitem as ofensivas, seja pela omissão, seja pela ganância. Não é momento de falar bonito, de hastear bandeiras partidárias, de trocar miudezas. É momento de luto, de indignação, de união de discordantes em prol de algo maior. Nem que seja para agarrarmo-nos à crença de que ainda sobra um resquício de humanidade capaz de deter tamanha barbárie.</p>
<p>__________________<br />
* Trecho de um poema do escritor Ciríaco</p>
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