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	<title>pyndorama.com &#187; Paulo Arantes</title>
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	<description>Site da Cia. Antropofágica e do Espaço Cultural Pyndorama</description>
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		<title>Programação de Abril da Cia. Antropofágica</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 18:18:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Cia. Antropofágica divulgou sua]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-688" title="programacao-2-fontesflyer" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2009/04/programacao-2-fontesflyer-212x300.jpg" alt="programacao-2-fontesflyer" width="212" height="300" />A Cia. Antropofágica divulgou sua Programação para o mês de Abril.</p>
<p>Confira os eventos, dias e horários e não deixe de devorar conosco a pesquisa &#8220;Liberdade em Pindorama&#8221;.</p>
<p><strong>Ensaios abertos do processo criativo &#8220;Brasil Colônia&#8221;</strong>, com a Cia. Antropofágica &#8211; dias 04, 11 e 25 de abril às 15h.</p>
<p><strong>Zumbi or not Zumby</strong> &#8211; espetáculo com o Projeto Y, todas as quintas-feiras às 21h.</p>
<p><strong>Depoimentos no metrô</strong> &#8211; dia 08/04 às 9h no metrô Barra Funda e dia 15/04 às 10h no metrô Liberdade.</p>
<p><strong>A morte do compadre</strong> &#8211; leitura dramática do texto de Rogério Guarapiran, direção de Sandra Soares, coordenação de Thiago Reis Vasconcelos com a Cia. Antropofágica e atores convidados, dia 27/04 às 20h.</p>
<p><strong>Núcleo de Dramaturgia</strong> &#8211; todas às quartas-feiras, das 16h às 19h com coordenação de Rogério Guarapiran (inscrições abertas)</p>
<p><strong>Pindorama em Revista</strong> &#8211; coordenação de João Gazeta e Antônio Macário, discute no dia 19/04 às 10h &#8220;A questão indígena&#8221; e em 26/04 às 10h &#8220;A particularidade brasileira&#8221;.</p>
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		<title>Diálogos Antropofágicos com Paulo Arantes e Chico de Oliveira</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 18:04:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Cia. Antropofágica convida a]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-685" title="dialogo-antropofagico-abril" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2009/04/dialogo-antropofagico-abril-300x200.jpg" alt="dialogo-antropofagico-abril" width="300" height="200" />A Cia. Antropofágica convida a todos para devorar esses dois importantes pensadores brasileiros em uma roda regada a vinho e frutas.</p>
<p>O encontro faz parte do projeto <em>Liberdade em Pindorama</em>, contemplado pela Lei Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.</p>
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		<title>Registro dos &#8220;Diálogos Antropofágicos&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 13:11:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O primeiro encontro de devoração]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/12/image0021.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-250" title="image0021" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/12/image0021-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a>O primeiro <a href="http://br.youtube.com/watch?v=4OU7zUl8t-E">encontro</a> de devoração aberto ao público – parte integrante do Projeto de Fomento da Cia. Antropofágica – realizado no dia 08 de dezembro de 454 (ano de deglutição do Bispo Sardinha), aconteceu trazendo inovações no formato e na estrutura de encontros envolvendo explanações de idéias.</p>
<p>A primeira delas foi o tema extremamente amplo “Liberdade em Pindorama” (quase um anti-tema, uma maneira de fazer com que o convidado se livre – um pouco – do preparo prévio que um tema fechado propicia), o que imprimiu um caráter mais informal ao diálogo, mas não menos caloroso e controverso.</p>
<p>A segunda inovação (que não chegou a ocorrer, talvez devido ao teor das colocações e aos discursos inflamados) seria o rompimento com a idéia de palestra ou mesa-redonda, ou seja, o que se almejava era que os diálogos pudessem tirar a aura que envolve a retórica dos convidados e promovesse a socialização entre os demais envolvidos no processo, o que acarretaria em uma “dessacralização” do mesmo.</p>
<p><span id="more-207"></span></p>
<p>No cardápio, o prato principal eram o sociólogo Chico de Oliveira e o filósofo Paulo Arantes ambos professores aposentados da USP, acompanhados de frutas pindoranenses e, claro, regados a vinho. Abrindo o encontro, um repente comunista proferido pelas atrizes Renata Adrianna e Martha Guijarro, uma homenagem-rito, um canto-dança antropofágico que precedeu a devoração.</p>
<p>O primeiro a explanar idéias, conceitos, críticas e a iniciar a roda de diálogo foi Chico de Oliveira; frisando que o tema amplo fornecido se estendia desde “o padre Anchieta ao pai-Lula”, discorreu sobre o Brasil-colônia, primeiramente apontando que a expressão é um termo de historiadores (Caio Prado Júnior). Pontuou que o modelo de Gilberto Freyre (casa-grande e senzala) só pode ser utilizado para descrever alguns latifúndios mais centrais e ricos do período colonial, ao passo que a maioria dos latifundiários desempenhavam funções diversas.</p>
<p>Fundamentada num poderio escravocrata (mercantilismo) e não na propriedade e posse de terras, a concentração de poderes na metrópole impediu que aqui ocorresse uma colonização liberal como a norte-americana segundo Chico. Ele também ressaltou que algumas leituras anacrônicas de historiadores equivocam-se ao traçar o panorama colonial brasileiro sob um viés de “frente para trás”.</p>
<p>Chico também falou sobre o manifesto comunista, salientando que Marx e Engels poderiam ter elaborado uma teoria da “periferia” (ou das periferias) do sistema capitalista, mas não o fizeram, o que implicou em uma teoria que não deu conta, nem previu o processo de globalização ou mundialização, segundo o sociólogo. Realizando duras críticas ao marxismo, Chico chamou atenção para as fontes de pesquisa de Marx e Engels (museu britânico e, consequentemente, história dominante; ciência política francesa; filosofia alemã; movimento dos trabalhadores) que apostaram numa política social fundamentada numa classe que não tinha nada a perder a não ser os seus “grilhões”.</p>
<p>Já Paulo Arantes começou falando sobre qual seria o panorama para o (im)possível estabelecimento da liberdade em Pindorama. Traçando analogia com o carnaval (o convidado falou que o tema do diálogo muito se assemelhava com o de um samba-enredo e que ele faria as vezes de repórter descrevendo um fato ocorrido), narrou o que acontecera num tribunal não-fictício do qual fora jurado, um tribunal popular, cujo réu – o Estado brasileiro – fora julgado pelos crimes cometidos por seus agentes (crimes e violência institucionais).</p>
<p>Convocado por instituições e diferentes organizações foi semelhante ao Tribunal Tiradentes, ocorrido no Teatro Municipal em 1981, que discutiu e julgou a Lei de Segurança Nacional. Já o tribunal do qual o professor participou julgou os seguintes crimes: a ocupação do complexo do alemão pela polícia; a violência no Estado da Bahia, nos presídios baianos, denunciada por movimentos organizados de hip-hop e movimento negro; os crimes de maio ou o “levante do dia das mães” (os “ataques do PCC”, que, segundo dados fornecidos por Arantes, resultaram em 493 mortes, das quais 47 foram de responsabilidade do PCC e as demais fruto da ação da polícia); as vítimas sociais e violência sofrida por agricultores rurais, sem-terra, índios e quilombolas e o “interdito proibitório” (sistema inconstitucional criado contra as greves dos assalariados, no caso os bancários, pelo qual fica estabelecido que o grevista, por ser um “patrimônio da empresa”, não tem direito à greve, podendo ser demitido por causar danos à empresa).</p>
<p>Citando fala de dirigente do MST que fez distinção entre o trabalhador, cidadão e o suposto “bandido” ao sofrer repressão e agressões por parte da polícia (confusão social), Paulo Arantes apontou para o fato do aparato repressivo da ditadura estar intacto, funcionando contra o pobre (torturas do preso comum). Explicou sobre o fantasma do aumento da violência urbana citando uma pesquisa de mestrado realizada por um acadêmico-policial (“Tiras, trutas e gansos”, de Guaracy Mingardi) que discorre sobre os artifícios da polícia para extorsão (o aumento da violência estaria diretamente relacionado ao aumento da extorsão, lógica da produtividade do crime).</p>
<p>O convidado explanou sobre o encarceiramento do pobre como medida de “segurança preventiva” que privilegia determinadas classes sociais; sobre como o poder punitivo se constitui (confiscando da vítima o poder de punir, não se tem direito à vingança e o poder é passado a outro legitimado: criação dos tribunais).</p>
<p>Após a fala de Paulo, o mediador e diretor da Cia. Antropofágica, Thiago Reis Vasconcelos, passou a palavra aos presentes, dando continuidade aos diálogos. Um deles discorreu sobre a situação dos bancários mediante o “interdito proibitório”, tendo sido ele próprio demitido e retaliado pela medida provisória baixada pelo governo.</p>
<p>Chico de Oliveira pontuou que o sistema capitalista só se expande pela exceção, que as formas democráticas são suportadas apenas pelas classes dominadas e não pelas dominantes, que num “Estado de exceção” – onde as medidas provisórias pululam – fica destacado o caráter inconstitucional da legislação (questões dos ricos é que chegam aos tribunais da elite). Paulo emendou dizendo que na cena teatral está ausente o debate sobre o trabalho e reduzido no cinema (o convidado citou como um dos filmes que trata do assunto “A casa de Alice”).</p>
<p>Outros presentes realizaram perguntas relacionadas à autocracia, às riquezas e ao papel da América Latina no cenário contemporâneo, as idéias de Chasin, sobre os conceitos de anti-valor e das teorias frankfurtianas.</p>
<p>Muitos questionamentos, muitas faíscas, muitos embates ideológicos.</p>
<p>O mais importante é que um espaço de reflexão e de trocas se estabeleceu em Pyndorama, uma possibilidade de destrinchar os discursos (os próprios e os alheios), tornando-os acessíveis, digeríveis, devoráveis. Evoé.</p>
<p>Mei Hua.</p>
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		<title>Diálogos Antropofágicos com Paulo Arantes e Chico de Oliveira</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 17:08:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Cia. Antropofágica convida a]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/dialogo_antropofagico.jpg"></a><a href="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/arantes11.jpg"></a></p>
<p><span style="font-size: 7.5pt; color: #000000; font-family: Verdana;"><a href="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/arantes11.jpg"></a></span></p>
<p><a href="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/dialogo_antropofagico1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-201" title="dialogo_antropofagico1" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/dialogo_antropofagico1-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>A Cia. Antropofágica convida a todos para devorar esses dois importantes pensadores brasileiros em uma roda regada a vinho e frutas.</p>
<p>O encontro faz parte do projeto <em>Liberdade em Pindorama</em>, contemplado pela Lei Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.</p>
<p>Saiba um pouco mais sobre Paulo Arantes e Chico de Oliveira abaixo.</p>
<p><span id="more-179"></span></p>
<p><a href="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/arantes12.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-193" title="arantes12" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/arantes12.jpg" alt="" width="292" height="280" /></a><a href="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/image_preview1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-194" title="image_preview1" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/image_preview1-201x300.jpg" alt="" width="201" height="284" /></a></p>
<p>Prof. Paulo Arantes é doutor em filosofia pela Universidade de Paris IV, professor aposentado da Universidade de São Paulo. Autor de diversas obras. Dirige a coleção Zero a Esquerda da Editora Vozes e a coleção Estado de Sítio da Editora Boitempo.</p>
<p>Prof. Francisdo de Oliveira, mais conhecido como Chico de Oliveira, é um dos mais importantes sociólogos brasileiros. Professor titular de sociologia da Universidade de São Paulo e diretor do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania &#8211; Cenedic &#8211; USP. Autor de várias obras, tais como <em>O ornitorrinco</em> (Boitempo), <em>Elegia para uma re(li)gião</em> (Paz e Terra), dentre outros.</p>
<p><a href="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2008/11/image_preview.jpg"></a></p>
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