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	<title>pyndorama.com &#187; Zumbi or not Zumby</title>
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	<description>Site da Cia. Antropofágica e do Espaço Cultural Pyndorama</description>
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		<title>Núcleo PY apresenta Zumbi or not Zumby no Teatro Arena</title>
		<link>http://pyndorama.com/2010/05/nucleo-py-da-cia-antropofagica-participa-do-5%c2%ba-festival-territorio-livre-com-zumbi-or-not-zumby/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 21:21:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[PY]]></category>
		<category><![CDATA[território livre]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi or not Zumby]]></category>

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		<description><![CDATA[O núcleo PY, núcleo de]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O núcleo PY, núcleo de formação de atores da Cia. Antropofágica, participa no próximo sábado dia 29 de maio do 5º Festival Território Livre, com trechos da nova montagem de Zumbi or not Zumby.<span id="more-1049"></span></p>
<p><strong>5º festival território livre</strong></p>
<p><em>&#8220;dai-nos,<br />
camaradas,<br />
uma arte nova<br />
- nova &#8211; que<br />
arranque<br />
a república da<br />
escória&#8221;<br />
</em>(Maiakóvski)</p>
<p>Grupos culturais, coletivos e jovens artistas, sob a direção do Coro de Carcarás, realizam no próximo dia 29.05 a 5ª edição do Festival de contra-cultura Território Livre. Teatro, cinema, maracatu, músicas de protesto e arte de vanguarda são reunidos no pequeno caldeirão à rua Teodoro Baima para fomentar um grande painel vivo do país e de suas contradições.</p>
<p><strong>5º Festival Território Livre<br />
29 de maio, sábado<br />
Às 19h concentração na Praça Roosevelt<br />
A partir das 20h no Teatro Arena<br />
Rua Teodoro Baima, 94<br />
</strong><a href="http://www.corodecarcaras.org">www.corodecarcaras.org</a></p>
<p><!--more-->O festival terá início no piso elevado da Praça Roosevelt, às 19h, seguindo em cortejo-arrastão pelos bares e teatros do entorno da Roosevelt até o teatro de Arena, onde ocorrerão as apresentações e projeções dos grupos.</p>
<p>Ao invés de um cardápio de atividades culturais, o festival foi concebido como um único show, um novo show paulista de opinião &#8212; tal qual o original dirigido por Augusto Boal em 1968. As intervenções foram ensaiadas e produzidas conjuntamente, reunindo mais de 60 pessoas, entre músicos, percussionistas, atuadores, performers, video-makers etc.</p>
<p>Como munição desse show, os grupos reivindicam a tradição de protesto do Arena e a revolução antropofágica de Oswald, o delírio artaudiano e a consciência política de Brecht-Piscator. Tudo isso mergulhado num caldeirão para fazer ferver a realidade presente que a todo o momento é abalada, seja pela corrupção que assola o país, seja pelas incertezas que sopram do leste, da tragédia econômica grega e européia.</p>
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		<title>Relatório de Atividades por Fernanda Pires &#8211; Núcleo PY</title>
		<link>http://pyndorama.com/2009/09/relatorio-de-atividades-por-fernanda-pires-nucleo-py-3/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 19:07:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acompanhe o fomento]]></category>
		<category><![CDATA[fomento]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi or not Zumby]]></category>

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		<description><![CDATA[E chega o momento tão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-896" title="dsc00997" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2009/09/dsc00997-300x225.jpg" alt="dsc00997" width="300" height="225" />E chega o momento tão esperado. Zumbi or not Zumby.</p>
<p>Mas antes da estréia, ensaios abertos e muito treino.</p>
<p>Em março começamos nossas apresentações. Apresentar em uma escola do ensino público foi um desafio: sol, calor, chuva, barulho, questionamentos, medos, muito esforço e boa vontade. Tudo isso marcou as nossas apresentações para os alunos da sétima série e do ensino médio da escola Almirante Marques de Tamandaré.</p>
<p>Mas isso não nos impediu de fazer a pergunta que tanto nos inquieta: você se sente livre? O que é a liberdade? As respostas são as mais variadas, levando em consideração a peça densa e complexa que os alunos acabavam de assistir.</p>
<p>Em abril, entramos em cartaz com apresentações de quinta-feira até o mês de maio.<br />
Aprendemos muito. Experiências diversas, boas, ruins, mas todas nos trouxeram o aprendizado.</p>
<p>Mesmo com a temporada de Zumbi or not Zumby encerrada, a relação Núcleo PY e Núcleo ATP aumentou. Encerrar a temporada, não significou o término da colaboração e aprendizado. Participar dos ensaios abertos aumentou cada vez mais a aproximação do “todo”, o que ajudou não só para o crescimento artístico, mas também pessoal.</p>
<p><span id="more-895"></span></p>
<p>Passei então a colaborar na bilheteria e na produção de Terror e miséria no Novo Mundo – Parte I: Estação Paraíso que significou maior integração ao elenco. Fazer a bilheteria de um espetáculo vai além de seu aspecto imediato e quase técnico é uma forma de experiência e colaboração. A relação público-elenco cresce muito. Ouvir comentários do público pré e pós espetáculo é fascinante.</p>
<p>A cada apresentação, uma nova apresentação, um novo entendimento, novos conhecimentos.</p>
<p>Para os que assistem ao espetáculo, ficam as indagações, para que ele tire suas próprias conclusões. O que fazer com o sistema de cotas? Quem deve entrar na universidade? Não seriam todos merecedores daquela vaga? Teriam um dia a solução daquela cena inacabada? Por que o choque com a nudez? Tiradentes não se parecia com Jesus e qualquer semelhança, também não é mera coincidência. Será mesmo que Zé Carioca morreu?<br />
Quem são os donos do Brasil? De quem é o boi?</p>
<p>Incertezas não faltam.</p>
<p>Um julgamento final, com repressão e punição por parte dos que sempre tentam a todo custo impor suas lógicas de dominação.<br />
Enfim está aí o paraíso perdido. Será ele um dia reencontrado? E como se dá esse encontro com esses diversos paraísos?</p>
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		<title>Zumbi or not Zumby &#8211; temporada escolar</title>
		<link>http://pyndorama.com/2009/06/zumbi-or-not-zumby-temporada-escolar/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 19:43:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espetáculos]]></category>
		<category><![CDATA[arena conta zumbi]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Boal]]></category>
		<category><![CDATA[fomento]]></category>
		<category><![CDATA[Gianfrancesco Guarnieri]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi or not Zumby]]></category>

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		<description><![CDATA[Estréia HOJE no Pyndorama a]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-815" title="dsc04580" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2009/06/dsc04580-225x300.jpg" alt="dsc04580" width="225" height="300" />Estréia HOJE no Pyndorama a temporada escolar de <strong>Zumbi or not Zumby</strong>, uma adaptação do texto &#8220;Arena Conta Zumbi&#8221; de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, com direção de Thiago Reis Vasconcelos.</p>
<p>Tendo o tema da escravidão no Brasil e a história de Zumbi dos Palmares como base, os atores do Projeto Y da Cia. Antropofágica narram neste musical uma história muito maior &#8211; a de todos os que já lutaram e lutam por liberdade.</p>
<p>Às quintas-feiras durante todo o mês de Junho, as apresentações do espetáculo serão realizadas para grupos de estudantes da rede pública de ensino.</p>
<p>&#8220;Zumbi or not Zumby&#8221; far parte do projeto Liberdade em Pindorama, contemplado pela Lei Municipal de Fomento ao teatro para a Cidade de São Paulo.<strong></strong></p>
<p><strong>Maiores informações, ligue:</strong><strong> (011) 3871-0373 </strong></p>
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		<title>Romário Borelli, diretor musical do Arena, visita a Cia. Antropofágica</title>
		<link>http://pyndorama.com/2009/06/romario-borelli-diretor-musical-do-arena-visita-a-cia-antropofagica/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 18:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Arena]]></category>
		<category><![CDATA[arena conta zumbi]]></category>
		<category><![CDATA[Romário Borelli]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi or not Zumby]]></category>

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		<description><![CDATA[Na próxima quarta-feira, dia 10]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-809" title="7811-foto_1" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2009/06/7811-foto_1.jpg" alt="7811-foto_1" width="300" height="225" />Na próxima quarta-feira, dia 10 de Junho às 15h, a Cia. Antropofágica tem o prazer de receber no Espaço Pyndorama o historiador, dramaturgo e musicista Romário Borelli.</p>
<p>Borelli vai conversar, tocar e assistir ao espetáculo &#8220;Zumbi or not Zumby&#8221; do Projeto Y, adaptação do Arena Conta Zumbi de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri.</p>
<p>O catarinense de Porto União se juntou ao Arena em 1966, como convidado para tocar em uma peça infantil. “Eu estudei música e literatura e tinha uma consciência política socialista, mas não sabia o que fazer com tudo aquilo. Quando assisti Arena Conta Zumbi, vi que ali tinha tudo o que eu queria fazer da vida”, conta Borelli. Arte feita com um sentido político. Borelli permaneceu com o Arena até o final, em 1971.</p>
<p>Formado em História em 1975, pela USP, Borelli é pesquisador e tem em seu nome as peças &#8220;O Contestado&#8221;, &#8220;Olhos e Ouvidos&#8221;, &#8220;Aventura do Fujão na Viagem de Cabral&#8221; e &#8220;O Muro&#8221;. Borelli também é professor, conferencista e animador cultural.</p>
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		<title>Programação de Maio da Cia. Antropofágica</title>
		<link>http://pyndorama.com/2009/05/programacao-de-maio-da-cia-antropofagica/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2009 19:04:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Adicionar nova tag]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Macário]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Colônia]]></category>
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		<description><![CDATA[A Cia. Antropofágica divulgou sua]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-770" title="programacao-maioflyer" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2009/05/programacao-maioflyer-212x300.jpg" alt="programacao-maioflyer" width="212" height="300" />A Cia. Antropofágica divulgou sua Programação para o mês de Maio.</p>
<p>Confira os eventos, dias e horários e não deixe de devorar conosco a pesquisa “Liberdade em Pindorama”.</p>
<p>Ensaios abertos do processo criativo “Brasil Colônia”, com a Cia. Antropofágica &#8211; dias 16 e 30 de maio às 20h.</p>
<p>Zumbi or not Zumby &#8211; espetáculo com o Projeto Y, todas as quintas-feiras às 21h.</p>
<p>&#8220;Quem pariu a liberdade ou um experimento Sartreriano&#8221; &#8211; leitura dramática do texto do Grupo Stouraz, direção de Iarley Rangel, coordenação de Thiago Reis Vasconcelos com a Cia. Antropofágica, Grupo Pau a Pique e atores convidados, dia 25/05 às 20h30.</p>
<p>Pindorama em Revista &#8211; coordenação de João Gazeta e Antônio Macário, discute no dia 17/05 às 10h “Macunaíma” e em 31/05 às 10h “O povo brasileiro” (aberto ao público).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cia. Antropofágica e Projeto Y homenageiam Augusto Boal</title>
		<link>http://pyndorama.com/2009/05/cia-antropofagica-e-projeto-y-homenageiam-augusto-boal/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2009 18:53:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Arena Conta Tiradentes]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Boal]]></category>
		<category><![CDATA[Cia. Antropofágica]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Y]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro do Oprimido]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi or not Zumby]]></category>

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		<description><![CDATA[Na próxima quinta-feira, dia 07]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-765" title="augusto-boal" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2009/05/augusto-boal-300x206.jpg" alt="augusto-boal" width="300" height="206" />Na próxima quinta-feira, dia 07 de maio às 21h, a Cia. Antropofágica e o Projeto Y homenageiam Augusto Boal com a apresentação de<strong> Zumbi or not Zumby</strong>, adaptação do texto Arena Conta Zumbi e com um trecho do texto Arena Conta Tiradentes.</p>
<p>Aos 78 anos, Boal faleceu na madrugada de 02/05 de insuficiência respiratória.</p>
<p>Fundador do Teatro do Oprimido, diretor, ensaísta, dramaturgo e embaixador mundial do teatro, Boal deixa grandes textos e muitas saudades.</p>
<p>Leia abaixo o discurso de Augusto Boal sobre o dia mundial do teatro.</p>
<p><span id="more-762"></span>&#8220;Todas as sociedades humanas são espetaculares no seu cotidiano, e produzem espetáculos em momentos especiais. São espetaculares como forma de organização social, e produzem espetáculos como este que vocês vieram ver.</p>
<p>Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de ideias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro!</p>
<p>Não só casamentos e funerais são espetáculos, mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática &#8211;tudo é teatro.</p>
<p>Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espetáculos da vida diária onde os atores são os próprios espectadores, o palco é a plateia e a plateia, palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas que somos incapazes de ver tão habituados estamos apenas a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida cotidiana.</p>
<p>Em setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da Bolsa &#8211;nós fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.</p>
<p>Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre; no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espetáculo, eu dizia aos meus atores: &#8211; &#8216;Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida&#8217;.</p>
<p>Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, gêneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.</p>
<p>Assistam ao espetáculo que vai começar; depois, em suas casas com seus amigos, façam suas peças vocês mesmos e vejam o que jamais puderam ver: aquilo que salta aos olhos. Teatro não pode ser apenas um evento &#8211;é forma de vida!</p>
<p>Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!&#8221;</p>
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		</item>
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		<title>Zumbi or not Zumby estréia no Pyndorama</title>
		<link>http://pyndorama.com/2009/04/zumbi-or-not-zumby-estreia-no-pyndorama/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 04:59:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espetáculos]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Boal]]></category>
		<category><![CDATA[espetáculo gratuito]]></category>
		<category><![CDATA[Gianfrancesco Guarnieri]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Y]]></category>
		<category><![CDATA[PY]]></category>
		<category><![CDATA[thiago reis vasconcelos]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi or not Zumby]]></category>

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		<description><![CDATA[Estréia HOJE no Pyndorama Zumbi]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-750" title="teatro3" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2009/04/teatro3-212x300.jpg" alt="teatro3" width="212" height="300" />Estréia HOJE no Pyndorama <strong>Zumbi or not Zumby</strong>, uma adaptação do texto &#8220;Arena Conta Zumbi&#8221; de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, com direção de Thiago Reis Vasconcelos.</p>
<p>Tendo o tema da escravidão no Brasil e a história de Zumbi dos Palmares como base, os atores do Projeto Y da Cia. Antropofágica narram neste musical uma história muito maior &#8211; a de todos os que já lutaram e lutam por liberdade.</p>
<p><strong>Entrada gratuita</strong><strong><br />
Temporada: 09 de abril à 28 de maio<br />
Todas as quintas às 21h</strong><strong>Lotação 30 lugares<br />
Ligue e reserve o seu ingresso: (011) 3871-0373 </strong></p>
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		<title>Programação de Abril da Cia. Antropofágica</title>
		<link>http://pyndorama.com/2009/04/programacao-de-abril-da-cia-antropofagica/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 18:18:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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		<category><![CDATA[Zumbi or not Zumby]]></category>

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		<description><![CDATA[A Cia. Antropofágica divulgou sua]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-688" title="programacao-2-fontesflyer" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2009/04/programacao-2-fontesflyer-212x300.jpg" alt="programacao-2-fontesflyer" width="212" height="300" />A Cia. Antropofágica divulgou sua Programação para o mês de Abril.</p>
<p>Confira os eventos, dias e horários e não deixe de devorar conosco a pesquisa &#8220;Liberdade em Pindorama&#8221;.</p>
<p><strong>Ensaios abertos do processo criativo &#8220;Brasil Colônia&#8221;</strong>, com a Cia. Antropofágica &#8211; dias 04, 11 e 25 de abril às 15h.</p>
<p><strong>Zumbi or not Zumby</strong> &#8211; espetáculo com o Projeto Y, todas as quintas-feiras às 21h.</p>
<p><strong>Depoimentos no metrô</strong> &#8211; dia 08/04 às 9h no metrô Barra Funda e dia 15/04 às 10h no metrô Liberdade.</p>
<p><strong>A morte do compadre</strong> &#8211; leitura dramática do texto de Rogério Guarapiran, direção de Sandra Soares, coordenação de Thiago Reis Vasconcelos com a Cia. Antropofágica e atores convidados, dia 27/04 às 20h.</p>
<p><strong>Núcleo de Dramaturgia</strong> &#8211; todas às quartas-feiras, das 16h às 19h com coordenação de Rogério Guarapiran (inscrições abertas)</p>
<p><strong>Pindorama em Revista</strong> &#8211; coordenação de João Gazeta e Antônio Macário, discute no dia 19/04 às 10h &#8220;A questão indígena&#8221; e em 26/04 às 10h &#8220;A particularidade brasileira&#8221;.</p>
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		<title>Zumbi or not Zumby nas escolas por Mei Hua</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 15:41:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[fomento]]></category>
		<category><![CDATA[PY]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi or not Zumby]]></category>

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		<description><![CDATA[Breve registro-agradecimento ao PY/Antropofágica Se]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="alignleft size-medium wp-image-681" title="dsc00945" src="http://pyndorama.com/wp-content/uploads/2009/04/dsc00945-300x225.jpg" alt="dsc00945" width="300" height="225" /></em><strong>Breve registro-agradecimento ao PY/Antropofágica </strong></p>
<p>Se a mão livre do PY, tocá nas escolas, o que é que vai fazê?</p>
<p>Vai fazê samba pra gente sambá,</p>
<p>vai fazê roda pra gente entendê,</p>
<p>vai fazê peça pra gente  pensá,</p>
<p>vai trazê dança, ar fresco e prazer&#8230;</p>
<p>Que pena que o que é bom, dura pouco. Assim, como brisa suave, que passa rápida e rasteira, mas deixa seu perfume e sua essência, as apresentações da peça Zumbi or not Zumby aconteceram em seu primeiro dia na escola pública Tamandaré.</p>
<p>O encontro do teatro com a escola é um namoro antigo, mas sempre cheio de meandros, de impasses, de burocracia. Difícil como tudo que adentra a esfera pública, seja de que âmbito for. Mas o fato é que, esforço daqui, muito boa vontade de lá, o evento aconteceu. Carteiras pra cima e pra baixo, perdidos na selva, sol, calor, suor, barulho. Nada impediu o contato público(escolar)-Py/Cia Antropofágica- teatro. E, em meio ao caos, a vontade ressurge.</p>
<p><span id="more-680"></span>Sei que mais do que uma mera obediência à contrapartida social exigida pelo Programa de Fomento, o que motivou esse encontro foi a crença de que algo ainda pode ser feito, de ambos os lados. Certamente levar uma peça, gratuita, densa e complexa como essa para dentro dos muros da escola exige, para além da disposição, coragem e ousadia. Não é pra qualquer um. Mas como estamos tratando de rebeldes, de guerreiros que oferecem resistência e, graças aos deuses(!), ainda existem, o processo todo fluiu bem.</p>
<p>Não houve amarras, nem grades, nem distância que impedissem a propagação da pergunta: somos livres, seja na escola ou fora dela, seja em Pyndorama-Território Antropofágico ou em Pindorama-Brasil? O que é essa escravidão atual, esse grilhão invisível e insano que nos cerceia a todo momento, seja nas pequenas ou nas grandes ações, essa incapacidade de ser subversivo, essa submissão aos valores impostos por outrem? Fica a pergunta para quem puder responder&#8230;</p>
<p>A escola pública muito se assemelha a um presídio. Os cubículos apinhados, gente amontoada, as regras, as sirenes, as grades, a revolta e o autoritarismo. Os elementos são os mesmos, mas a função, primordialmente, deveria ser outra. Deveria. Mas não é. E nós, os professores-carcereiros, diretamente no front, penamos. Seja pelo trabalho insano, pela batalha diária contra as falsas promessas de educação, os baixos salários, a ausência de condições de trabalho, o embate contra os inimigos do povo (sejam alunos, sejam secretários da educação), ainda assim, resistimos. Como os quilombolas, como os guerreiros de Pyndorama-Pindorama. E como nos foi cara essa brisa que soprou com a vinda de vocês, a oportunidade de respirar, de ficar à sombra da árvore, de rir, de compartilhar. Um alento benfazejo.</p>
<p>Não posso pagá-los. O que vocês fizeram e fazem não tem preço. Tem sim um enorme valor. Um inquestionável valor.</p>
<p>Pago apenas com palavras. De gratidão, de reconhecimento, de carinho. Agradeço.</p>
<p>Agradeço inclusive em nome daqueles que ainda não perceberam a crueldade da vida, que ainda estão imersos em outro universo, que mantém uma euforia que, cotidianamente contida, quando extravasada, chega a ser agressiva. Mas é alegria. Ainda que desordenada, bizarra, alienada ou ingênua, é alegria. Ainda bem, pois a alegria é a prova dos nove, então, sigamos adiante, mesmo em meio a muitos, inúmeros percalços.</p>
<p>Agradeço</p>
<p>pelo coturno do Andrews, contrastando com sua essência suave, pisando duro no chão da arena;</p>
<p>pela perspicácia, descontração e desenvoltura da Dani, sempre confiante durante todas as apresentações ( e pelo adorável grito “Guerra!”);</p>
<p>pela força, potência e constância da Rê, mesmo irritada com a algazarra;</p>
<p>pela presença, firmeza e pela fala contundente do Gilberto na canção da mão livre do negro que toca e transforma;</p>
<p>pela agilidade, persistência e improvisação do Thiago (só fiquei sabendo que houve alguma falha por que ouvi os comentários do diretor);</p>
<p>pela beleza juvenil (que tanto chamou a atenção do nosso público), pela tenacidade e pela tranquilidade da Fernanda;</p>
<p>pelo ímpeto e coragem em se expôr em sua própria escola do Guilherme;</p>
<p>pelo vigor, valentia e desembaraço do Valter;</p>
<p>pela presença fundamental, providencial e solícita da Flávia;</p>
<p>pela participação necessária e valorosa do Zé,</p>
<p>pela música divinal (que nos leva a lugares tão distantes, tão inesperados), orquestrada com maestria por Lucas;</p>
<p>pela resistência cultural irredutível e incansável de Thiago Reis Vasconcelos na condução de todo o processo, tão belamente elaborado, tão coletivamente sonhado. Admiro-o pela disposição em fazer aquilo que os outros não têm ousadia (ou competência) para fazer. Quando for grande, quero ser assim, caro amigo.</p>
<p>A todos, agradeço sinceramente pela humildade – que só é possível de provir dos magnânimos – com que encararam a “força-tarefa” de levar teatro-cultura para a escola. O front agradece!</p>
<p>Evoé. Mei.</p>
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